A japonesa Toshiba, maior produtora de chips do país, informou ontem que fechará 18,8 mil vagas. Os cortes ocorrerão nos próximos três anos, e a maioria deles (17 mil) será em unidades do Japão. A decisão foi anunciada ao mesmo tempo em que a Toshiba reviu para baixo suas estimativas para este ano fiscal que termina em março de 2002. Há quatro meses, a empresa previa obter lucro de 60 bilhões de ienes (US$ 500 milhões), mas agora diz que terá, na verdade, prejuízo de 115 bilhões de ienes (US$ 957 milhões).
Na semana passada, a Fujitsu, segunda maior fabricante de computadores pessoais do país, anunciou que dispensará 16,4 mil funcionários em todo o mundo. Até então, esse era tido como o maior corte da indústria de produtos tecnológicos do Japão. Mas a Fujitsu cortará 5.000 funcionários em suas plantas no Japão, enquanto a Toshiba deve dispensar cerca de 17 mil japoneses (90% do total).
''Precisamos aumentar a produção no exterior'', afirmou Tadashi Okamura, presidente da Toshiba, explicando por que as unidades fora do Japão serão menos afetadas. A empresa, como outras do setor, está transferindo a produção para outros países com o objetivo de reduzir custos.
A Hitachi disse ontem que também estuda a possibilidade de fechar vagas. Segundo a imprensa local, os cortes poderiam chegar a 20 mil vagas. Em julho, o índice de desemprego no Japão chegou a 5% pela primeira vez desde 1953, quando começou a ser calculado.

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