SÃO PAULO - As torrefadoras brasileiras vão fechar o ano com um número inusitado em seus balanços: a importação de 24,7 mil sacas de café. O Brasil é o maior produtor e exportador mundial do produto. A estimativa é de José de Paula Motta Jr., superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).
As compras do Exterior foram feitas no primeiro semestre, período de entressafra marcada por uma quebra de 50% na colheita, causada pela seca e pelas geadas de 1994. Com receio de descumprir acordo com a Associação dos Países Produtores de Café, o governo preferiu nada vender dos estoques oficiais, que somam 13,5 milhões de sacas. ‘‘A importação não foi uma provocação, mas uma necessidade de obter matéria-prima, que na época era escassa’’, diz Motta.
Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel, Sérgio Coimbra, o recém-instalado Conselho Deliberativo da Política Cafeeira precisa definir com clareza os procedimentos técnicos de importação do produto, em caso de necessidade de matéria-prima. O café comprado pelo pool da Abic no Equador levou sete meses para ser liberado.
Exportação O Brasil deve cumprir o compromisso junto à Associação dos Países Produtores de Café de limitar os embarques em 9 milhões de sacas neste semestre. As exportações brasileiras de café em grão e de torrado moído somaram no mês passado 1,591 milhão de sacas, informou a Febec, federação dos exportadores do produto. O número representa ligeira queda em relação a outubro, que registrou o mais alto volume do ano, 1,898 milhão de sacas.

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