Torcida é para que comitês ainda façam encomendas
Mauro FrassonLuciano: nem envio antecipado de mostruários mudou o quadroA menos de dois meses das eleições, as gráficas e fábricas especializadas na confecção de brindes promocionais e presentes em Curitiba torcem para que os comitês de campanha eleitoral façam suas encomendas. Mas até agora nada. Os coordenadores das campanhas não estão com pressa e por causa da falta de dinheiro estão protelando ao máximo os pedidos de camisetas, chaveiros, adesivos e bonés. Desiludidos, os empresários refazem contas e começam a perceber que o faturamento ficará muito aquém dos números de 94, quando encheram os bolsos.
O dono da empresa curitibana Projeto Produtos Adesivos Ltda, Cláudio Luciano, recorda que na última eleição para governador confeccionou dois milhões de adesivos para o então candidato Álvaro Dias. Para a coligação do candidato Jaime Lerner foram mais um milhão de adesivos. Neste ano, ele se antecipou e mandou uma série de mostruários para as coordenações das campanhas. Até agora, não obteve resposta. É a terceira campanha de que participo e posso assegurar que é a mais fraca.
A conclusão do dono da Projeto se confirma com as declarações dos responsáveis pelas campanhas. O coordenador de Administração de Materiais da coligação Paraná Segue em Frente, José Alberto Reimann, diz que, por enquanto, o grupo do governador Jaime Lerner está apenas em fase de estudos. Estamos com uma campanha franciscana, declara. Chaveiros, canetas e batom estão cortados da lista de brindes. (Carmem Murara)





