Tóquio fecha em alta de 1,1%, após PIB e alívio sobre Europa
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segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Agência Estado 
A Bolsa de Tóquio fechou em alta nesta segunda-feira (14), pois a diminuição das preocupações com a crise da dívida europeia e o resultado robusto do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre, divulgado nesta segunda-feira (horário do Japão), estimularam os investidores a comprar ações de crescimento, como Fanuc e Fast Retailing. Já os papéis da Olympus subiram com a especulação de que talvez não sejam excluídos da bolsa. O índice Nikkei 225 fechou com alta de 89,23 pontos, ou 1,1%, aos 8.603,70 pontos.
O mercado, contudo, está longe de se ver livre de preocupações. ''Ninguém está operando com base na premissa de que as preocupações na Europa foram erradicadas'', disse Yutaka Yoshii, gerente geral da corretora Mito Securities. Os movimentos do câmbio, particularmente do dólar, também estão deixando os investidores nervosos, afirmou Toshikazu Horiuchi, estrategista da Cosmo Securities.
Ações de crescimento populares foram favorecidas ao longo do dia, com as pesos pesados Fanuc e Fast Retailing subindo 3,6% e 1%, respectivamente. A fabricante de maquinário de construção Komatsu adicionou 3,8%.
Os papéis da Olympus fecharam no limite de alta, a 17%, depois de reportagens segundo as quais a Comissão de Vigilância e Troca de Títulos do Japão (equivalente à CVM no Brasil) pode recomendar a imposição de uma multa sobre a Olympus por apresentação de relatórios financeiros falsos, limitando as medidas disciplinares a penalidades administrativas e indicando que a ação pode se manter listada na Bolsa de Tóquio.
Nomura Holdings saltou 5,8% depois de ter caído fortemente nos últimos pregões, em grande parte graças à melhora das perspectivas para a Itália. Várias outras financeiras também superaram o desempenho do mercado, como Daiwa Securities (+2,8%) e Sumitomo Mitsui Financial Group (+2,2%).
Sony ganhou 1,4%, ajudada pelo anúncio, feito na sexta-feira, de que um grupo liderado por sua divisão de música vai comprar o braço editorial da EMI, por US$ 2,2 bilhões. As informações são da Dow Jones.


