Tóquio é a cidade mais cara do mundo, seguida de longe por Oslo, Nova York, Chicago, Zurique e Estocolmo, segundo um estudo comparativo realizado pelo banco suíço UBS sobre os preços e salários em 58 metrópoles dos cinco continentes. Oito cidades latino-americanas foram analisadas: São Paulo, Rio de Janeiro, Caracas, Buenos Aires, Cidade do Panamá, Cidade do México, Bogotá e Santiago.
Pelos critérios do UBS, que levam em conta o custo de 111 bens e serviços (exceto aluguéis), Caracas é a cidade mais cara da América Latina e se situa no nono lugar da classificação mundial, antes de Buenos Aires (22º lugar), Panamá (36º), Cidade do México (40º), Rio de Janeiro (41º), São Paulo (43º), Bogotá (51º) e Santiago (52º).
Se for comparado o nível médio dos salários anuais brutos, todas as cidades latino-americanas, à exceção de Buenos Aires, que se encontra na 35ª posição, se situam no terço inferior da escala: Santiago fica com o 41º lugar, São Paulo no 42º, Panamá no 44º, Rio no 45º, Caracas no 46º, Bogotá no 47º e Cidade do México no 50º. Dentro deste terço inferior, o salário médio por hora varia de 0,57 dólar a 4 dólares, sendo que a média nas 58 cidades é de 6,35 dólares.
Em matéria de poder de compra sobre a base de salários líquidos, Luxemburgo, Estados Unidos e Suíça estão de 64% a 90% à frente das outras cidades estudadas.
Em relação à jornada de trabalho, as mais longas são as das cidades asiáticas, com 2.104 horas por ano em média, contra 1.743 na Europa Ocidental.
Nas grandes cidades da Europa Oriental, a média é de 1.894 horas anuais, na América do Norte 1.909, no Oriente Médio 2.009 e na América do Sul 2.065. Em relação às férias, segundo os cálculos do UBS, baseados em 11 profissões, Madri lidera a lista, com 31,3 dias de férias remuneradas anuais.

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