Curitiba - A Top Avestruz informou, ontem, em nota oficial, que irá recorrer da decisão do juiz da 28 Vara Cível de São Paulo, Eduardo Almeida Prado Rocha de Siqueira, determinando que a empresa cesse imediatamente as suas atividades de captação pública de dinheiro, sob pena de multa diária de R$ 500 mil. A liminar foi dada em ação proposta pelo promotor do Ministério Público (MP) de São Paulo, Alberto Moreira, que alegou crime contra o sistema financeiro, pois a empresa não teria autorização da Câmara de Valores Mobiliários (CVM) para efetuar essas operações.
A nota, assinada pelo diretor administrativo, Onaireves Rolim de Moura, esclarece que a empresa ''não atua no mercado financeiro, pois tem como atividade essencial a criação e comércio de avestruzes, estabelecendo parcerias rurais com proprietários dos animais ou com aqueles que venham a adquiri-los, conforme autoriza a legislação brasileira''.
A Top Avestruz alegou que recebe dos parceiros apenas o valor devido pela hospedagem dos animais em suas unidades rurais. E sobre esse tipo de contrato a CVM não teria qualquer competência para atuar. ''A Top Avestruz jamais recebeu qualquer reclamaçaõ de seus parceiros, sendo que todos os contratos estão sendo honrados, não havendo qualquer registro desabonador em órgãos de proteção ao consumidor, revelando que sua atuação é honesta e lícita'', diz a nota.

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