Tomate sobe e pesa na cesta básica em Londrina
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quinta-feira, 05 de julho de 2012
Marian Trigueiros <br> <br> Reportagem Local 
Depois de se manter estável em maio, a cesta básica subiu 2,06% em junho relação ao mês anterior. Mais da metade dos produtos da lista sofreu alta, sendo que somente o tomate aumentou em 51,23% de preço. Quando comparado ao mesmo período do ano passado, o aumento da cesta ficou acima da inflação do País, registrando um índice de 10,22%. Nos nove mercados pesquisados em Londrina, a cesta teve uma variação de 41,12%. Comprando o produto mais barato em cada um dos pontos de venda, o kit para uma pessoa sairia por R$ 179,38 contra R$ 221,29 dos preços mais altos.
Além do tomate, os produtos que mais contribuíram no acréscimo da cesta foram o açúcar, com alta de 10,36%, a margarina, com 10,28%, seguido do pão francês, com 4,66%. ''A carne, por sua vez, que corresponde a 40% da cesta, caiu 3,25%. O feijão, que nos meses anteriores apresentou alta, também caiu de preço, tendo uma variação de 7,07% para menos'', avaliou o economista Flávio Oliveira dos Santos, responsável pela pesquisa. Batata e banana também tiveram queda nos valores, com variação de 24,52% e 6,33%, respectivamente.
Segundo o especialista, a alternativa de economia ainda está na pesquisa e compra de promoções. ''A variação de preço entre os locais é muito grande. Um exemplo foi a carne, que teve uma variação de 46,88% entre o mais caro e o mais barato. A mesma carne foi encontrada a R$ 10,88/kg e R$ 15,98/kg'', pontuou. A batata teve uma variação ainda mais expressiva, de 318,84%, sendo encontrada a R$ 0,69/kg e R$ 2,89/kg. Já o tomate, principal responsável pela alta da cesta, teve uma variação de 164,02%, com preços que vão de R$ 1,89/kg a R$ 4,99/kg.
Quem trabalha com alimentação tenta driblar a alta dos preços para não repassar ao cliente. Como a confeiteira Roslaine Farias Giangiácomo, que diz ficar atenta às promoções na televisão para aproveitar os melhores preços. ''Realmente o tomate subiu muito. Mas algumas coisas não tem como ficar sem. Neste caso, estou levando duas unidades mesmo'', comentou. Já a margarina, um dos principais itens de seus salgados, ela diz que compra quando acha um preço mais em conta. ''Não dá para cair na qualidade. Tento segurar ao máximo para não cobrar mais dos clientes.''
Já a professora de artes Alice Kikuchi tem trocado o pãozinho francês do café da manhã pelo pão caseiro. ''O preço está bem mais em conta. Como não dá para ficar sem o pão de manhã, o jeito é mudar o tipo. No caso de outros itens, como o tomate que subiu demais, eu fico sem comer'', afirma.



