Tomate puxa alta da cesta básica em Curitiba
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terça-feira, 12 de julho de 2011
Andréa Bertoldi <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Depois de dois meses de queda, a cesta básica voltou a subir em Curitiba e fechou o mês de junho com alta de 0,43%. O resultado foi influenciado diretamente pelo aumento do preço do tomate que subiu 23,79%. Caso este alimento tivesse ficado com preço estável, a cesta teria caído -1,78% no mês passado.
''O tomate foi o determinante pelo resultado final'', disse o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Sandro Silva. Segundo ele, o tomate está em período de entressafra. Em janeiro, o quilo do produto era comercializado por R$ 1,97 e, em junho, foi vendido por R$ 3,33. Nos últimos dois meses, subiu 33,74%.
Em junho, apenas três produtos apresentaram alta. Além do tomate, ficaram mais caros o feijão (+0,33%) e o café (+0,30%). A farinha de trigo e o pão ficaram com os preços estáveis.
Oito produtos tiveram queda de preços, a maior foi da batata (-13,26%). Silva explicou que a batata estava em um patamar muito alto de preço e, em abril, atingiu R$ 1,85 o quilo. Em junho, caiu para R$ 1,57. A banana também teve uma queda significativa (-8,45%). Ainda ficaram mais baratos a manteiga (-3,23%), o arroz (-1,90%), o óleo de soja (-1,79%), o leite (-1,40%), a carne (-1,20%) e o açúcar (-0,47%).
No ano, a cesta teve alta de 1,25% e nos últimos 12 meses de 8,76%. A cesta de Curitiba teve a 8 maior alta entre as 17 capitais pesquisadas e, em percentual, foi a terceira menor alta, só perdendo para São Paulo (0,18%) e Belo Horizonte (0,34%). O Dieese calcula que o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 2.297,51.
A estimativa do economista é que a cesta mantenha a tendência de alta em julho e em um patamar um pouco maior que em junho porque há vários produtos entrando em entressafra. Questões climáticas como geadas, frio e chuvas também podem influenciar os preços.


