Curitiba - A cesta básica de Curitiba ficou 5,11% mais cara em março e teve um custo de R$ 546,33 para uma família. Só o tomate subiu 35,47% e puxou a alta da cesta formada por 13 itens. O resultado do mês passado foi uma surpresa para os economistas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que esperavam estabilidade na cesta ou até uma queda de preços. Até agora, esta foi a maior alta do ano. Caso o tomate tivesse ficado estável, a cesta teria uma alta de apenas 0,79%. Em março, a Capital teve a quinta cesta mais cara do País.
No primeiro trimestre deste ano, o tomate subiu 100,63%. Em dezembro, o quilo do produto custava R$ 1,58 para o consumidor e, em março, era vendido a R$ 3,17. O valor deste produto atingiu quase o preço médio do quilo do frango que era vendido até o mês passado por R$ 3,26. A dúzia de ovos tipo grande custava R$ 2,23, valor inferior ao quilo do tomate.
O economista do Dieese, Sandro Silva, disse que o tomate subiu em função dos problemas climáticos (chuvas e excesso de calor) que ocorreram no Sudeste do País e acabaram reduzindo a oferta do produto. Outro fator que colaborou para a alta foi o aumento da demanda por este item em março. Em 2006, a remuneração ao produtor rural foi ruim, o que desestimulou a produção e reduziu a área plantada. Com este cenário, o tomate subiu em todas as 16 capitais pesquisadas pelo Dieese. Curitiba teve o quarto maior aumento para o produto e só perdeu para Fortaleza (51,21%), Aracaju (37,27%) e Rio de Janeiro (37,06%). Ele acredita que este preço não se sustente.
A batata foi o segundo item da cesta que mais subiu e fechou o mês com elevação de 9,47%.
higiene e limpeza- Os produtos de higiene e limpeza apresentaram uma alta de 1,66% em Curitiba no mês de março. Os itens de limpeza, isoladamente, subiram 0,16%. Os maiores aumentos ocorreram nos itens esponja de louça (4,57%), cera para assoalho (1,26%) e água sanitária (1,76%). Nos produtos de higiene o aumento foi maior e atingiu 2,70% com destaque para o papel higiênico (6%), creme dental (14,28%) e sabonete (5,99%).
Os dados fazem parte de uma pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) a pedido da Federação dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação do Paraná (Feaconspar).
O presidente da Federação dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação do Paraná (Feaconspar), Manassés Oliveira, disse que os acordos coletivos foram fechados entre patrões e empregados nos meses de fevereiro e março. O setor emprega 49.333 trabalhadores que conseguiram um reajuste médio de 5,74%. Com o reajuste, haverá uma injeção mensal de R$ 1,421 milhão na economia.
De acordo com o sindicalista, os funcionários conseguiram a reposição da inflação e ainda um ganho real médio de 2,73%.

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