O tomate e a batata estão entre os produtos mais consumidos pelos brasileiros. Na mesa do consumidor, eles chegam em grandes variações, mas nem sempre o preço agrada quem vai às feiras ou supermercados.
No final da semana, o tomate (rasteiro) estava custando R$ 1,59 no supermercado e R$ 1,50 na feira. Já a batata foi encontrada por R$ 2 na feira e a R$ 2,49 no supermercado. Os dois produtos já chegaram a custar mais de R$ 3 o quilo, no mês passado, dependendo da qualidade do produto.
A grande oscilação acontece por causa da oferta e da procura, medida através do resultado da produção em todo o Estado. No caso do tomate, por exemplo, a produção da primeira safra foi de mais de 365 mil toneladas, enquanto a estimativa da segunda safra pode chegar a 186 mil toneladas em todo o Paraná.
A batata teve na primeira safra uma produção de mais de 112 mil toneladas e a previsão para a segunda safra é de até 56 mil toneladas.
As chuvas do mês passado, atrasaram a produção do tomate em São Paulo e resultou numa safra cujo produto não se desenvolveu conforme o esperado. ''Estamos com muito tomate verde, bom para a comercialização, mas que para o consumo precisa esperar um pouco'', afirma o analista de comercialização da Central de Abastecimento (Ceasa) de Curitiba, João Batista Perusso Veiga.
As safras do Paraná e de Santa Catarina estão no final. ''Com isso, quem recebe o tomate maduro da roça, 'puxa no preço', por causa da pouca oferta'', afirma Veiga.
Ontem, o preço praticado na Ceasa de Curitiba, foi 52% maior do que na sexta-feira. A caixa do tomate longa vida passou de R$ 25 para R$ 38. ''Com as chuvas, as estradas vicinais ficam ruins, encarecendo o frete e aumentando ainda mais o preço do produto''.
Na Ceasa de Londrina, o preço do tomate não teve alteração em relação à semana passada. O preço praticado na manhã de ontem, tanto do longa-vida como o de primeira, foi de R$ 28 a caixa. A expectativa para a comercialização agora, é com as safras de São Paulo e de Goiás, que devem trazer uma grande oferta do produto e baratear os preços.
A tendência com o preço da batata também é de baixa. Segundo Veiga, está começando a safrinha das águas, que pode ter uma boa produção e derrubar o preço. Ontem, na Ceasa de Curitiba, a caixa da batata (binget), vinda de Guarapuava, foi comercializada a R$ 75. No final do mês, o mesmo produto custava R$ 90 a caixa. ''Só de sexta-feira para hoje (ontem) a queda foi de 6%'', afirmou Veiga.
Já a batata monalisa, vinda de São Paulo e Santa Catarina, teve uma queda de 9,09% na Ceasa de Curitiba e ontem foi comercializada por R$ 50 a caixa. A batata comum especial, comercializada na região metropolitana de Curitiba, a queda foi de 7,50%, passando a caixa do produto de R$ 40 para R$ 37. Em Londrina, o produto ontem foi comercializado por R$ 65, registrando uma queda de 18% (na semana passada, o produto custava R$ 80). A explicação para a diferença do preço de Curitiba para Londrina, é que o produto tem pouca oferta no mercado regional.
Na cotação de ontem na Ceasa de Londrina, apenas a couve-flor registrou uma queda significativa (de 25% a 33%). A caixa do produto passou de R$ 20 para R$ 18. Os demais produtos, não sofreram alteração.

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