Para Gabriel Maciel, chefe do Departamento de Sanidade Agropecuária do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), os governos federal, estadual e até os pecuaristas têm culpa no surgimento dos focos de febre aftosa do Mato Grosso do Sul e no Paraná. ''A fiscalização federal não foi intensa, a vigilância foi menor e houve até um certo relaxamento. A responsabilidade é de todos'', disse. Para ele, o episódio deixou duas lições: que a vigilância tem que ser permanente e a necessidade de mais transparência.
Por isso, a partir de um aumento no orçamento destinado à defesa agropecuária, a intenção é investir na educação sanitária, um programa que não era considerado prioritário até então. Segundo ele, para este ano serão liberados R$ 130 milhões para o setor, recursos que têm que ser contingenciados até maio. ''O recurso de 2005 saiu no final de dezembro, início de 2006. Se pegarmos esse recurso de 2005 e somarmos com que a gente vai liberar em 2006, teremos uma grande estrutura em recursos, até significativo, para apoiar as ações do Estado'', comentou.
A partir deste ano, a defesa agropecuária será considerada ''segurança nacional'', de acordo com Maciel. Por isso, a intenção é investir na renovação da frota de veículos e na informatização das vigilâncias estaduais. (F.M.)

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