Medidas administrativas como o corte de horas extras na troca de turnos no corredor de exportação e o cancelamento do contrato com a cooperativa de amarradores também são criticadas. ''A cada troca de turno, a operação paralisa por até uma hora.'' Os navios perdem a maré favorável para atracar ou desatracar, porque não há amarradores suficientes. ''Parece ridículo, mas perde-se de seis a oito horas e isso custa dinheiro.''
Albuquerque conta que o problema sanitário é ''gravíssimo'' - o contrato com a empresa de desratização não foi renovado. ''Os ratos caem nos porões de navios, obrigando a suspensão das operações de carga por várias horas.''
Defesa - Eduardo Requião simplifica: ''Todos os portos têm ratos e não há um navio graneleiro em que não se ache rato.'' Mas, ressalva, o problema não foi ignorado e uma nova empresa de desratização será contratada - a anterior, afirma, teve contrato cancelado por ser ''fraca''. No caso dos amarradores, ele defende os trabalhadores do porto, que assumiram o que era realizado pela cooperativa. ''Enquanto a cooperativa trabalhava, o grupo do porto já fazia uma parte.'' Ele nega que haja a paralisação na troca de turno no corredor de exportação. ''O porto funciona 24 horas e queremos que todas as empresas privadas trabalhem 24 horas, mas eles não querem.''

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