Brasília - O Conselho Monetário Nacional (CMN) reduziu ontem a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) de 7,5% para 6,85% ao ano, o menor nível desde a criação da taxa, em outubro de 1994. O novo valor valerá para o último trimestre do ano. Desde que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, assumiu o cargo em março, o CMN acelerou a queda da TJLP que, em dois trimestres, caiu 1,30 ponto porcentual.
A queda acumulada pela TJLP desde janeiro chega a 2,9 pontos porcentuais. É mais do que a variação de todos os três primeiros anos do governo Lula. Este ano, foram quatro reduções consecutivas - o que não se repetia desde 2000 - quebrando um jejum de 21 meses, durante os quais a taxa estacionou em 9,75%. Hoje, a cotação da taxa, que baliza os financiamentos concedidos pelo BNDES, representa a quarta parte da primeira TJLP, fixada em 26,01%, em janeiro de 1995.
O ritmo mais rápido de queda da taxa é uma das medidas do governo para estimular os investimentos no País e provocar um crescimento mais robusto da economia nos próximos anos. Além da redução da TJLP, o ministro prometeu promover novas reduções de impostos e adoção de um programa organizado de desoneração tributária.
Segundo ele, a redução dos tributos é para compensar o impacto negativo da taxa de câmbio valorizada na competitividade das empresas. ''Outras medidas estão em estudo. Haverá um programa que será colocado em prática nos próximos meses e anos, de modo a reduzir o custo para os investidores brasileiros'', disse Mantega, que preferiu não antecipar os setores que serão beneficiados.
''Com esta redução da TJLP, de 0,65 ponto porcentual, nós nos aproximamos das taxas de juros para investimentos de outros países emergentes,'' afirmou Mantega. (AE)

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