A 2 Câmara Criminal do Tribunal de Justiça negou ontem, por unanimidade de votos, habeas corpus para sete proprietários de postos de combustíveis de Londrina. Seis deles estão foragidos há mais de um mês e um está preso há 15 dias. Sandro Zanchet se apresentou, prestou depoimento e continua detido. Seus advogados, Péricles e Garibaldi Deliberador, apresentaram um novo pedido de habeas corpus para Zanchet, agora como réu preso, mas o recurso ainda não foi julgado.
Segundo informações dos advogados de Zanchet, um ofício da 2 Câmara Criminal, solicitando mais informações à 5 Vara Criminal, de onde partiu a ordem de prisão preventiva dos empresários, teria sido encaminhado ao Fórum de Londrina no último dia 13. Mas só chegou ontem a Londrina.
Os demais réus Reginaldo Monteiro, Luiz Bolognesi, Maxwell Pavesi, Nilo Morishita, Ismael Anselmo e Marcos Surian continuam foragidos. Os advogados Paulo Nolasco e Mauro Viotto fizeram ontem a defesa oral dos réus, durante audiência na 2 Câmara, mas os desembargadores votaram com o relator do projeto, Carlos Hoffmann. Ele sustentou a decisão nos argumentos de garantia da ordem pública e econômica, restabelecendo a livre concorrência no setor.
Nolasco, que representa os réus Luiz Jorge Bolognese e Maxuell Pavesi, informou que irá, logo após o Natal, entrar com novo recurso, desta vez no Superior Tribunal de Justiça, em Brasília. O mesmo caminho será tomado pelos advogados dos demais réus, Sérvio Borges e Mauro Viotto. Os empresários do setor tiveram a prisão decretada pela juíza da 5 Vara, Oneide Negrão, por formação de cartel e constrangimento de testemunhas.

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