TJ nega habeas corpus e gerente de posto fica preso
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2001
Benê Bianchi<Br>De Londrina 
O dono de posto Sandro Vicente Zanchet, de Londrina, vai continuar preso. O Tribunal de Justiça (TJ) indeferiu, ontem, pedido de liminar no habeas corpus que visa a suspensão da prisão do empresário, detido há nove dias. Segundo informações do advogado Péricles Deliberador, que atua com Garibaldi Deliberador na defesa de Zanchet, o TJ entendeu que os argumentos apresentados para a concessão de liminar de que o empresário havia se apresentado espontaneamente não são suficientes para colocá-lo em liberdade.
Os advogados tentarão outros recursos que, conforme Deliberador, poderão ser apresentados ao Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, ou à 5 Vara Criminal do Fórum de Londrina. A prisão de Zanchet foi decretada pela juíza da 5 Vara, Oneide Negrão em processo em que proprietários e o gerente são acusados de formação de cartel e constragimento ilegal de testemunhas. Outros seis empresários também tiveram a ordem de prisão decretada, mas estão foragidos há mais de um mês.
Hoje, o advogado Paulo Nolasco acompanha, em Curitiba, o andamento dos pedidos de suspensão da prisão de seus clientes Luiz Jorge Bolognese e Maxuell Pavesi. ''Só estamos pedindo o que é juridicamente possível. Mas precisa haver bom senso da parte dos ilustres julgadores e do Ministério Público'', comenta Nolasco.
O advogado Sérvio Borges, que representa os demais empresários Nilo Jijo Morishita, Marcos Antonio Suriam, Reginaldo Monteiro e Ismael Anselmo informou ontem que apresentou pedido de suspeição contra a juíza Oneide Negrão ao Tribunal de Justiça. Ele entrou com pedido no dia 14 de novembro, na 5 Vara e critica a demora para encaminhamento dos autos ao Tribunal.
''No dia 26 a juíza julgou o pedido de suspeição e concluiu que não era suspeita, podendo continuar no caso. Ela deveria enviar os autos para o Tribunal e até dia 7 de dezembro não havia feito isso'', reclamou o advogado. Segundo ele, os autos só foram encaminhados após ele ter enviado pedido de providências ao desembargador Tadeu Marino Costa, corregedor-geral da Justiça do Paraná. O advogado entrou com pedido de suspeição alegando que a juíza havia pré-julgado seus clientes em entrevista a uma equipe de televisão. A Folha tentou ouvir a juíza ontem, mas ela não foi encontrada.


