Do to­tal de fei­jão pro­du­zi­do no Bra­sil, 70% são do ti­po ca­rio­ca (cor cre­me com lis­tri­nhas mar­rons), de 15% a 20% do ti­po pre­to, e o res­tan­te per­ten­ce a ou­tros gru­pos (ja­lo, bo­li­nha, ca­ná­rio, car­na­val, ro­si­nha, ro­xi­nho, chum­bi­nho, par­do). O Pa­ra­ná é o ­maior pro­du­tor na­cio­nal (cer­ca de 700 mil to­ne­la­das por ano) de fei­jão e cul­ti­va os ti­pos ca­rio­ca e pre­to. O con­su­mo do ca­rio­ca pre­do­mi­na no ­país, en­quan­to o pre­to é o pre­fe­ri­do nos es­ta­dos do Rio de Ja­nei­ro, Es­pí­ri­to San­to, Rio Gran­de do Sul, San­ta Ca­ta­ri­na e Sul do Pa­ra­ná.
  Em re­la­ção ao fei­jão pre­to, o Bra­sil im­por­ta cer­ca de 100 mil to­ne­la­das ­anuais, prin­ci­pal­men­te da Ar­gen­ti­na, por­que a pro­du­ção na­cio­nal não aten­de a de­man­da. Es­te pro­du­to ge­ral­men­te tem um pre­ço su­pe­rior ao do ca­rio­ca.
  Já o fei­jão do gru­po bran­co tem con­su­mo bai­xo e pro­du­ção pra­ti­ca­men­te inex­pres­si­va no ­país. O pre­ço tam­bém é o ­mais al­to en­tre to­dos os ti­pos. Mas is­so de­ve mu­dar com a in­tro­du­ção no mer­ca­do da va­rie­da­de IPR Gar­ça, lan­ça­da no ano pas­sa­do pe­lo Ia­par. ‘‘É um ti­po de fei­jão gour­met, pa­ra pre­pa­ro de pra­tos es­pe­ciais. Acre­di­ta­mos que os pro­du­to­res bra­si­lei­ros te­rão es­sa no­va op­ção de ­cultivo’’, diz a pes­qui­sa­do­ra do Ia­par, Va­nia Mo­da Ci­ri­no.
  Ou­tro fei­jão ca­ro e di­fí­cil de en­con­trar no mer­ca­do na­cio­nal é o do gru­po ver­me­lho que, as­sim co­mo o bran­co, é bas­tan­te apre­cia­do nos Es­ta­dos Uni­dos, Eu­ro­pa e ­Ásia. Os con­su­mi­do­res des­sas re­giões apre­ciam ­grãos gran­des, ser­vi­dos mui­tas ve­zes co­mo sa­la­da, sem cal­do.
  Na fei­ra, o qui­lo do ca­rio­ca es­tá cus­tan­do en­tre R$ 2,70 e R$ 5; do pre­to, en­tre R$ 3,80 e R$ 4; e do bran­co, em mé­dia R$ 6. Os de­mais (car­na­val, bo­li­nha, ro­xi­nho) fi­cam en­tre R$ 5 e 7. O fei­jão ver­me­lho não foi en­con­tra­do nas ban­cas vi­si­ta­das pe­la re­por­ta­gem. (G.M.)

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