Curitiba - O Paraná pode ganhar um aeroporto exclusivo de cargas, em Tibagi, na região dos Campos Gerais. Já existe discussão adiantada sobre o projeto, que tem a previsão de investimento de R$ 3,5 bilhões para um empreendimento com quatro pistas. A perspectiva é possibilitar 7,5 mil pousos e decolagens por ano.
O projeto prevê que a construção aconteça em quatro etapas, com conclusão da primeira em três anos.
O prefeito de Tibagi, Sinval Silva, disse que o aeroporto deverá sair do papel com investimentos apenas da iniciativa privada, sem aplicação de recursos públicos. Como o empreendimento é particular, terá que contar com uma autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que ainda não foi expedida.
Embora o projeto dependa dos investidores, há a expectativa de que, se sair do papel, deverá estimular a instalação de empresas na região. ''Com certeza atrairia muitas indústrias para a cidade'', comentou o prefeito. Por enquanto, a Anac emitiu apenas uma licença prévia, mas ainda falta a definitiva. A Anac foi procurada pela FOLHA para prestar esclarecimentos sobre o assunto, mas não deu retorno até o fechamento desta edição.
De acordo com o projeto, o aeroporto teria 8,8 mil metros quadrados de galpões para armazenagens, oito hangares e poderia operar com qualquer tipo de aeronave, inclusive os Airbus 380.
Para o prefeito, o empreendimento seria um ''divisor de águas para o desenvolvimento de Tibagi''. Ele comentou que o aporte de investimentos na obra aumentaria a receita do município com impostos.
O presidente da Companhia Aeroportuária Campos Gerais, Edison Morozowski, também foi procurado pela reportagem, mas também não retornou até o fechamento desta edição.
O governo estadual entraria com apoio por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). Mas, antes a lei que regulamenta este tipo de parceria precisa ser aprovada pela Assembleia Legislativa do Paraná. O Estado garantiria a segurança jurídica ao empreendimento e também teria o papel de decretar a área como utilidade pública. As desapropriações seriam pagas pelos empresários.

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