Rio de Janeiro - Os representantes de trabalhadores ligados ao grupo TGV (Trabalhadores do Grupo Varig), que foi declarado vencedor do leilão de venda da Varig, estiveram ontem pela manhã no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para pedir aporte financeiro do banco estatal para a nova empresa.
  A NV participações, empresa criada pelos trabalhadores junto a investidores ainda não-revelados, tem até sexta-feira para depositar US$ 75 milhões requeridos pela Justiça que poderiam garantir a continuidade dos vôos da empresa. Só com o pagamento, o grupo poderá assumir de fato o comando da companhia aérea.
  Marcio Marsillac, coordenador do TGV, afirmou que o pedido feito ao banco foi de um aporte superior a US$ 150 milhões, que seriam utilizados para o fluxo de caixa da empresa e não para o pagamento da quantia exigida pela Justiça.
Marsillac afirmou ainda que o dinheiro vindo dos investidores consorciados garante o pagamento de US$ 75 milhões até sexta-feira.
  O coordenador do TGV disse ter escutado dos técnicos do banco, porém, que precisa reformular o pedido de financiamento, o que segundo ele será feito até quinta-feira. O BNDES informa que qualquer tipo de liberação de recursos depende da apresentação de garantias.
  Esta não é a primeira tentativa de empréstimo feita pelos trabalhadores junto ao banco estatal para a compra da Varig. Em todas as outras vezes, os pedidos sempre esbarraram no mesmo problema: falta de garantias. Mesmo assim, os trabalhadores afirmam que estão em melhores condições hoje para negociar com o BNDES em função de a Justiça ter aceitado a oferta dos trabalhadores.
  Segundo Marsillac, a reformulação do plano ao BNDES ocorre em decorrência da paralisação de aeronaves, que sofrem ameaça de arresto por parte de empresas de leasing. O coordenador afirma que, além dos US$ 150 milhões estimados para capital de giro da Nova Varig, seria necessário ainda contabilizar o custo das aeronaves que estão paradas.
  Ele afirmou também que ainda não apresentou os nomes dos investidores que participam do consórcio ao banco. Segundo Marsillac, a Varig tem hoje 25 aviões funcionando, 20 aeronaves paradas mas que têm condições de voar e outras 16 que necessitam de manutenção.

mockup