Têxteis puxam emprego industrial no Paraná
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sexta-feira, 19 de novembro de 2004
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba O setor têxtil vem garantindo a expansão do emprego industrial este ano no Paraná. A pesquisa mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada ontem, revelou que o emprego no Estado cresceu 4,5% no mês de setembro em comparação com mesmo mês do ano passado. Nessa mesma base de comparação, o salário aumentou 6,5%, sendo que os maiores índices foram impulsionados pela indústria de máquinas e equipamentos, atividade que cresceu 30,6%.
O desempenho do emprego industrial no Paraná ficou acima da média nacional que registrou crescimento de 3,5% em setembro, em relação ao mesmo mês do ano passado. Os indicadores da indústria estão positivos na maioria dos estados pesquisados. A única exceção negativa foi o Rio de Janeiro, onde o emprego caiu 2,0%, influenciado, principalmente, pela indústria de alimentos e bebidas, que teve queda de 14,5% e produtos de metal, com queda de 21,9%. Já a massa de salários, verificada em setembro, apresentou seu patamar mais elevado, desde o início da série em 2001.
No Paraná, o emprego cresceu 3,2% este ano no período acumulado de janeiro a setembro deste ano. Só no setor do Vestuário a criação de novos postos de trabalho aumentou em 11,2% nesse período. No acumulado do ano, o aumento de salário se estabilizou, com crescimento de 2,3% nos meses de agosto e setembro. Nesses meses, a atividade industrial não foi tão intensa como a verificada em outros estados, observou o analista do IBGE, André Macedo.
Macedo apontou ainda a indústria de Alimentos e Bebidas, que vem se destacando na criação de empregos no Paraná. O número de novos empregos do setor cresceu 4,9% no acumulado do ano. Esse segmento industrial vem sendo beneficiado pelo aumento das exportações, justificou o técnico.
No índice de setembro, que apontou crescimento médio de 3,5%, o IBGE apontou como destaques os estados de São Paulo, responsável pelo aumento de 2,2% do emprego industrial, e Minas Gerais, cujo crescimento do emprego industrial foi de 7,4%. O desempenho desses dois estados apresentaram os maiores pesos na formação da taxa global. Segundo O IBGE, São Paulo foi beneficiado, sobretudo, pelos setores de máquinas e equipamentos, que cresceu 24,3% e de alimentos e bebidas, com alta de 7,8%. Minas Gerais se destacou devido às contratações em 16 ramos industriais, em especial, máquinas e aparelhos eletro-eletrônicos e de comunicações, com alta de 30,1% e alimentos e bebidas que aumentou 4,7%.


