Têxteis negociam unidades industriais em Londrina
Empresas do setor de confecções - a Corttex, a Nelitex e a OK Internacional - negociam a instalação de três unidades em Londrina. Os executivos Roberto José Faé, da Corttex Indústria Têxtil; Pedro Bazanelli, da Nelitex Indústria Têxtil; e Henry Ourfali, da OK Internacional, estiveram na cidade ontem para conversar com o prefeito Antonio Belinati e com o presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), José Cândido Miller. Os três também participaram da inauguração de um ponto de táxi, em frente ao Pronto Atendimento Infantil (PAI).
Miller contou que é a segunda vez que os empresários vêm a Londrina. O primeiro contato aconteceu na semana passada, quando um deles negociou a compra de um avião com um empresário local, interessando-se pela cidade. Ontem, sentamos para discutir os benefícios do município. Eles também conheceram três galpões industriais, disse. O presidente da Codel não quis revelar o valor dos investimentos. Só vou divulgar estes valores quando nos mandarem as propostas oficiais de cada projeto.
A Nelitex e a Corttex são de Americana (SP) e, a OK Internacional, de São Paulo. As duas primeiras também estudam propostas dos estados do Pará, Minas Gerais e Goiás, afirmou Miller. A OK Internacional já avaliou outras cidades paranaenses.
Segundo Miller, o proprietário da Nelitex deve definir o município onde fará o investimento em 30 dias. Ele tem pressa para instalar a fábrica porque todo o maquinário já foi comprado, afirmou. A nova unidade da empresa, que é de fiação, terá 25 mil metros quadrados de área construída, num terreno de 70 mil metros quadrados, gerando 350 postos de trabalho e produzindo 2,5 milhões de metros cúbicos de tecidos por mês.
O projeto da Corttex será implementado em três etapas. Serão três unidades juntas: de confecção, urdimento (entrelaçamento de fios), tecelagem, malharia e tinturaria. A primeira etapa, prevista para entrar em operação em oito meses, funcionará numa área de três a quatro mil metros quadrados, gerando 350 empregos. Na segunda, a área será de 20 a 30 mil metros quadrados, empregando 250 pessoas e, na terceira etapa, a área será de 10 mil metros quadrados, empregando 100 funcionários.
Miller ainda não recebeu o projeto da OK Internacional, que produz e exporta malharias. As três fecham a cadeia produtiva do setor, da fiação a confecção, afirmou ele, que se diz entusiasmado com a receptividade dos empresários. Na próxima semana, Miller viaja para Americana a fim de continuar as negociações. Vamos montar um pacote fechado para oferecer para empresa.DivulgaçãoPrimeiros contatosReunião de ontem de empresários com o prefeito Antônio Belinati e Cândido Miller, da CodelCláudia Lopes





