O governo argentino assinou ontem um acordo para reativar as indústrias têxteis, de vestimentas e calçados. Estes setores, uns dos mais atingidos pela recessão, que já dura quase três anos, receberam do governo um pacote de medidas que implica em uma série de benefícios tributários, além de maior proteção contra o contrabando de seus produtos.
O acordo foi assinado com toda pompa na Casa Rosada, a sede de governo, na presença do presidente Fernando de la Rúa, o ministro da Economia, Domingo Cavallo, e outros integrantes do gabinete, além de diversos governadores. Com o acordo, o governo eliminará impostos considerados ‘‘distorsivos’’ da produção, como os tributos sobre a renda mínima suposta, sobre dívidas empresariais (taxas pagas sobre e receita bruta (um imposto aplicados pelos governos das provinciais). As empresas também poderão descontar os encargos sociais do pagamento do Imposto de Valor Agregado (IVA).
O governo aplicará uma moratória para dívidas tributárias e de previdência. O governo também aplicará proteções especiais para países que não fazem parte da Organização Mundial do Comércio (OMC). Além disso, promete o início imediato de um forte combate ao contrabando de têxteis, vestimentas e calçados.
O governo também atendeu um velho pedido dos três setores, especialmente dos empresários de calçados, de revisar medidas de salvaguarda e anti-dumping, criando uma comissão para isso.

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