Teto maior para uso do FGTS beneficiará negócios
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sexta-feira, 07 de dezembro de 2012
Fábio Galiotto <BR>Reportagem Local 
A possibilidade de o governo federal aumentar de R$ 500 mil para R$ 750 mil o valor de compra de móveis com acesso ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) atende mais as necessidades das grandes metrópoles, mas deve facilitar empreendimentos também em cidades como Londrina. A opinião é do presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) em Londrina, Gerson Guariente, que considera a medida como uma resposta ao aumento de renda do brasileiro, que eleva os saldos de FGTS.
Reivindicação antiga das construtoras, a mudança precisa do aval da presidente Dilma Rousseff, mas voltou à pauta de discussão com a simpatia do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Com a valorização dos imóveis nos últimos anos, cidades como São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro estão com opções reduzidas de residências por valores de até R$ 750 mil em regiões mais centrais. "Em Londrina, apartamentos por esse valor ficam na Gleba Palhano, mas, em São Paulo, apenas no final do Morumbi, bem longe", diz Guariente.
O presidente do Sinduscon afirma que a mudança do teto para uso do FGTS seria tão bem recebida quanto a desoneração da folha de pagamento do setor, anunciada nesta semana pelo governo federal. O financiamento pelo Sistema Financeiro da Habitação tem juros menores. "A mudança é importante porque aumenta a oferta de crédito para a construção civil, o que facilita os negócios."
Para ele, será possível que famílias com renda de até dez salários mínimos e com bom saldo de FTS pensem no financiamento de imóveis mais caros, o que é bom para o consumidor e para a indústria. "Os saldos crescem porque a massa salarial cresceu."


