Bra­sí­lia - O Con­se­lho Na­cio­nal de Pre­vi­dên­cia So­cial (­CNPS) apro­vou on­tem a re­du­ção do te­to das ta­xas de ju­ros que os ban­cos po­de­rão co­brar de apo­sen­ta­dos e pen­sio­nis­tas do Ins­ti­tu­to Na­cio­nal do Se­gu­ro So­cial (­INSS) em ope­ra­ções de cré­di­to con­sig­na­do. No ca­so das ope­ra­ções de cré­di­to, o te­to ­caiu de 2,5% pa­ra 2,34% ao mês. Já o li­mi­te de ta­xa das tran­sa­ções fei­tas no car­tão de cré­di­to te­ve um re­cuo de 3,5% pa­ra 3,36%.
  Se­gun­do o mi­nis­tro da Pre­vi­dên­cia So­cial, Jo­sé Pi­men­tel, com a re­cen­te que­da da ta­xa bá­si­ca de ju­ros (Se­lic) no ­País, que atual­men­te é de 8,75% ao ano, era ne­ces­sá­ria uma no­va ade­qua­ção no te­to dos ju­ros co­bra­dos de apo­sen­ta­dos e pen­sio­nis­tas do ­INSS. Des­de mar­ço de 2008, quan­do a Se­lic era de 11,25% ao ano, o ­CNPS não al­te­ra­va o li­mi­te dos ju­ros co­bra­dos.
  Pa­ra o se­cre­tá­rio de Pre­vi­dên­cia So­cial, Hel­mut Schwar­zer, a re­du­ção do te­to não de­ve cau­sar pro­ble­mas aos ban­cos, por­que a maio­ria já vem pra­ti­can­do ta­xas in­fe­rio­res ao li­mi­te. ‘‘Não é uma ta­xa ir­real. Não é um va­lor fo­ra da rea­li­da­de que es­tá sen­do pra­ti­ca­da pe­lo mer­ca­do ­financeiro’’, afir­mou. A ex­pec­ta­ti­va é de que a apro­va­ção do no­vo li­mi­te se­ja di­vul­ga­da ho­je no Diá­rio Ofi­cial da ­União. Com is­so, os apo­sen­ta­dos po­de­rão pe­gar em­prés­ti­mos por um cus­to ­mais bai­xo na pró­xi­ma se­ma­na.
  Em agos­to des­te ano, se­gun­do da­dos do Mi­nis­té­rio da Pre­vi­dên­cia So­cial, as ope­ra­ções de em­prés­ti­mos con­sig­na­dos com apo­sen­ta­dos e pen­sio­nis­tas do ­INSS so­ma­ram R$ 1,84 bi­lhão, o que re­pre­sen­tou um au­men­to de 136% em re­la­ção ao mes­mo pe­río­do do ano pas­sa­do. Fo­ram re­gis­tra­das 726,9 mil ope­ra­ções no mês pas­sa­do. No acu­mu­la­do de ja­nei­ro a agos­to de 2009, as ope­ra­ções to­ta­li­za­ram R$ 15,2 bi­lhões, uma am­plia­ção de 157% an­te mes­mo pe­río­do de 2008.

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