Os sachês e pedras para vasos sanitários estão em avaliação. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) finalizou na semana passada uma consulta pública para discutir o cancelamento de produtos saneantes que utilizam a substância química paradiclorobenzeno com ação antimicrobiana.
A iniciativa surgiu a partir da constatação de que pela forma como o paradiclorobenzeno é utilizado nos banheiros não há nenhuma ação bacterostática (que interrompe o crescimento das bactérias). De acordo com a gerente geral de saneantes da Anvisa, Tânia Costa Pich Gomes, o produto deve comprovar a ação contra as bactérias Staphylococcus aureus e Salmonella choleraesuis no modo real de uso. ''O principal problema do paradiclorobenzeno é que, por não ser solúvel em água, não tem contato com as paredes do vaso sanitário durante o uso do produto; simplesmente ele sublima, ou seja, passa direto do estado sólido para o estado de vapor, perdendo-se no ambiente'', explica.
Segundo Tânia, a reavaliação toxicológica do paradiclorobenzeno começou em 2005. ''Foram desenvolvidos estudos sobre a eficácia da substância no modo de uso, de maneira que até 2007 os testes não indicaram eficácia'', atesta. A gerente de saneantes informa que, caso a proposta seja aprovada pela Diretoria Colegiada da Anvisa, transformando-se em resolução, todos os desodorizantes sanitários que hoje utilizam o paradiclorobenzeno como ativo e que não conseguirem comprovar a ação bacteriostática no modo de uso, deverão ter suas formulações alteradas de tal forma que a nova fórmula seja eficaz.
A outra alternativa para as empresas é manter a formulação atual, alterando a categoria do produto para Odorizante/Aromatizante de Ambientes, uma vez que a ação do produto é só de perfumação, sem ação antimicrobiana. Caso aprovada a proposta, as empresas detentoras dos registros terão 90 dias para comprovar a eficácia dos produtos com paradiclorobenzeno. O descumprimento da nova norma também poderá acarretar em cancelamento dos registros dos sachês pela Anvisa.
A boa notícia é que, conforme Tânia, existem diversos desodorizantes no mercado, à base de substâncias solúveis em água, e que comprovaram eficácia antimicrobiana no modo de uso. ''O que ocorre também é que muitas das empresas que atuam no mercado já se anteciparam e estão alterando suas formulações, incluindo ativos solúveis em água, ou alterando a categoria de seus produtos para ''Odorizantes/Aromatizantes de Ambientes'', relata a gerente.
O casal Feres e Waldires Hannuch utiliza mais o detergente sanitário na forma de refil. ''Já utilizamos os sachês mas eles parecem mais anti-higiênicos'', comenta a professora. Os sachês custam, em média, R$ 0,80 a unidade. Já o preço do bloco sanitário varia entre R$ 1,19 a R$ 4,45.
A professora Dolores do Carmo Dias Marczuk já experimentou diversas marcas e formatos de odorizadores. ''Acredito que eles sirvam apenas para perfumar'', opina. Na residência da professora um sachê tem duração aproximada de 15 dias.
O bancário Flávio Tornero já utilizou o saneante tanto no formato de refil quanto sachê, mas, ultimamente tem aplicado apenas desinfetante no vaso sanitário. ''Estes produtos acumulam sujeira quando estão no final e são muitos anti-higiênicos ao serem manuseados. finaliza.

Mercado movimenta R$ 100 milhões
  O mercado das pedras sanitárias movimenta cerca de R$ 100 milhões por ano, sendo um volume aproximado de 8 mil toneladas/ano. As informações são da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla).
Segundo a Anvisa, no mercado nacional, 24 empresas produzem sachês e pedras que utilizam o paradiclorobenzeno.
  De acordo com a diretora executiva da Abipla, Maria Eugênia Saldanha, o que ficou provado até agora é que a substância não traz riscos à saúde do consumidor. ‘‘A Abipla sempre participa das consultas públicas da Anvisa por meio de sugestões. Estamos negociando prazos para adequação, visto que este mercado é composto em sua maioria por pequenas empresas que têm maiores limitações técnicas para o desenvolvimento de novos produtos’’, argumenta (C.V).


Pechincha

Pirataria com garantia
E já que a inovação faz parte da sobrevivência em um mercado cada vez mais competitivo, até mesmo alguns vendedores ambulantes resolveram dar garantia de seus produtos pirateados. Pelo menos para quem for comprar alguns jogos de ‘‘Play Station’’.
Falta de troco
As notas de R$ 1,00 estão sumindo do mercado. Elas são substituídas, gradativamente, pelas moedas do mesmo valor. O problema é que as moedas não circulam tanto quanto às notas, causando problemas de falta de troco em vários estabelecimentos. E já não bastava a falta apenas das moedas de R$ 0,01.
Voltando ao normal
Mesmo com a estiagem prolongada, o preço do leite longa vida está em baixa em diversos supermercados de Londrina. Há pouco, era possível encontrar o produto com preços até R$ 2,55. Agora, o produto pode ser visto nas gôndolas a preços que variam entre R$ 1,38 e R$ 1,98.
Liquidação
Até os feirantes fazem liquidação de alguns produtos, mesmo antes do horário da ‘‘xepa’’. Algumas bancas vendem a batata e o tomate por
R$ 0,50. Mas a qualidade, em
compensação...

mockup