A utilização do biodiesel começou de forma escalonada pela Big Frango. Primeiramente, o engenheiro-industrial Eduardo Vilela Magalhães, idealizador e pesquisador do projeto, começou a abastecer a sua própria camionete (modelo S-10, ano 2001) há um ano com a proporção de 2% (índice inicialmente definido pela Agência Nacional do Petróleo para mistura no óleo diesel). Depois de rodar 5 mil quilômetros, desmontar a bomba injetora e verificar os filtros, o índice da mistura foi aumentando até chegar aos 70%, utilizado hoje somente na camionete. A frota da Big Frango roda com 50% de biodiesel.
  A cada mês, em média, o engenheiro-industrial aumenta em 10% a proporção da mistura (favorável ao biodiesel) para uso na sua camionete. Depois de feitos todos os testes, o índice da mistura é reajustado na frota da empresa. O rendimento da S-10, segundo ele, perdeu apenas 5% do poder calorífico. No entanto, a mistura é mais econômica e bem menos poluente: o índice de poluição do biodiesel chega a ser 78% menor do que o óleo diesel tradicional, de acordo com informações repassadas pelo engenheiro-industrial. No veículo, o combustível não solta fumaça e o odor, se exalado próximo ao escapamento, é semelhante ao de óleo de cozinha utilizado para fritar o frango.
  Além disso, a produção de biodiesel pode render outros dividendos. Está em desenvolvimento um projeto para venda de créditos de carbono a partir da emissão menor de gás carbônico à atmosfera feita pela frota utilizada pela empresa. Segundo o presidente Evaldo Ulinski já há multinacionais interessadas na aquisição destes créditos. ‘‘A Big Frango sempre foi defensora do meio-ambiente e investimentos na natureza traz resultados econômicos interessantes. É preciso haver uma mudança de cultura dos empresários’’, observa. (F.M.)

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