Testes com a caixa postal do celular
Brasília - ''Deixe seu recado na caixa postal''. Essa mensagem, mais curta que a original definida pela Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel, vem sendo testada pelas operadoras nas chamadas que são encaminhadas para o serviço de mensagem de voz (espécie de secretária eletrônica) disponível na maioria dos telefones celulares, há quase três meses.
Os testes foram autorizados pela Anatel. O objetivo, segundo a Associação Nacional das Operadoras Celulares (Acel), responsável pelos testes, é permitir que o Ibope, instituto contratado pela associação, verifique a satisfação do usuário com a mudança, sem que haja confusão entre a mensagem original e a mais curta.
A mensagem oficial, definida em regulamentação da Anatel, informa ao usuário que ''sua chamada está sendo encaminhada para o serviço de mensagens, e estará sujeita à cobrança após o sinal''.
O presidente da Acel, que também é presidente da TIM, Mario Cesar de Araujo, disse que as empresas decidiram testar a nova mensagem após receberem reclamações dos usuários sobre a frase mais longa. Segundo ele, em alguns casos, pessoas disseram já saber que a ligação seria cobrada ao longo de mais de dois anos, e que essa informação não seria mais necessária.
O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) discorda da mudança e já questionou a Anatel sobre o assunto. Em correspondência encaminhada ao órgão regulador, o instituto diz que ''está em desacordo com resolução da própria agência'', que define uma mensagem padrão.
De acordo com o instituto, a mudança também ''fere o Código de Defesa do Consumidor'', já que desrespeita o seu direito à informação de que a ligação passará a ser cobrada.
Mario Cesar de Araujo destacou ainda que o serviço de caixa postal não é obrigatório, e pode ser desligado a pedido do usuário. Segundo ele, o serviço de mensagens de texto, cujo custo é mais baixo que o de voz, também é uma alternativa à caixa postal de voz.
Baterias - O Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou a ida à Consulta Pública da Norma para Certificação e Homologação de Baterias de Lítio Utilizadas em Telefones Celulares. Como as baterias oficiais e genéricas só poderão ser comercializadas após a certificação e a homologação caso os termos da consulta sejam regulamentados, isso poderia reduzir o comércio de produtos de origem duvidosa que estariam associados a casos de explosões de celulares ocorridos entre 2005 e 2006.
De acordo com a proposta, as baterias que passarem em testes de qualidade e segurança deverão portar um selo com a logomarca da Anatel, o número da homologação e identificação que permita verificar a origem. O selo também será uma garantia contra a falsificação ou alteração.





