Teste da Adoc revela má qualidade da carne moída
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quarta-feira, 14 de março de 2001
Adriana Ribeiro De Curitiba 
Um teste realizado pela Associação de Defesa e Orientação do Cidadão (Adoc) coloca em alerta as pessoas que consomem carne moída. De 68 amostras coletadas em supermercados e açougues de Curitiba, 15 estavam sem condições de consumo e com mau cheiro. A idéia inicial da pesquisa era detectar a presença do sulfito, uma substância química que é utilizada indevidamente para mascarar a aparência da carne moída. Neste caso, a situação é menos preocupante, já que das 68 amostras analisadas, apenas uma tinha a presença da substância.
As amostras de carne foram coletadas em dezembro do ano passado e os exames realizados no Laboratório da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Com o resultado positivo para o uso de sulfito, a Adoc denunciou o estabelecimento responsável pelo produto à Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal da Saúde, que fez uma nova coleta. O material foi, então, encaminhado ao Laboratório Central do Estado (Lacen) que confirmou o resultado.
A ingestão de sulfito traz risco aos consumidores, por isso, seu uso é proibido em carnes. A determinação está em decreto do Ministério da Agricultura e Abastecimento. Porém, a utilização da substância é permitida para alguns alimentos como conservantes, mas de forma controlada. Dependendo da quantidade ingerida o sulfito pode causar irritação gástrica e provocar crises em pessoas asmáticas.
Por causa desses problemas, a Adoc orienta o consumidor a nunca comprar carne já moída. O melhor é exigir que o produto seja moída e pesado na hora, o que é um direito garantido pelo Código de Defesa do Consumidor, que hoje está completando 10 anos.


