O leilão de LTN de 203 dias foi bem-sucedido. Tesouro e mercado se entenderam, ontem. Tiveram a mesma leitura de que o cenário externo está mais tranquilo e não há por que sacramentar prêmios muito salgados. O Tesouro colocou o lote integral de 1 milhão de papéis à taxa média de 19,35%, menor que os 19,84% médios sancionados em leilão semelhante no dia 2 de maio. O percentual saiu dentro do consenso das instituições financeiras, portanto não houve dispersão de taxas.
Mas o mercado lembra – e certamente isso não sai da cabeça do Tesouro e do Banco Central – que o petróleo continua sendo o vilão da hora (leia na página 3).
O leilão de oferta pública das ações ordinárias da Telesp Celular ditou ontem o ritmo dos negócios realizados na Bolsa de Valores de São Paulo. Considerado um sucesso, com a Portugal Telecom comprando quase a totalidade das ações da Telesp Celular, o leilão injetou mais R$ 1,3 bilhão no mercado acionário brasileiro nesta terça-feira. O Ibovespa encerrou a sessão em alta de 1,60%, 16.354 pontos, 22.187 negócios e expressivo volume financeiro de R$ 2,070 bilhões.
O mercado de câmbio não deu bola ontem para os mercados de ações e de juros. O dólar subiu, fechando em alta de 0,28%, cotado a R$ 1,8120. Na máxima do dia, chegou a ser negociado a R$ 1,8150. (Márcia Pinheiro, Mario Rocha e Francisco Carlos de Assis)

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