O governo central, que inclui os resultados do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, registrou em julho o menor superávit primário (receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros) do ano: R$ 424,1 milhões. O secretário do Tesouro, Fábio Barbosa, afirmou que a piora em relação aos meses anteriores estava dentro das projeções do governo e do mercado. ‘‘Esse superávit está em linha com as nossas expectativas, pois os eventos extraordinários de arrecadação ocorridos em 99 não se repetiram neste ano’’, disse.
O Tesouro Nacional obteve, isoladamente, superávit de R$ 1,176 bilhão, em junho, ante R$ 2,250 bilhões no mês anterior. A Previdência Social e o Banco Central registraram déficit de R$ 653,1 milhões e R$ 98,7 milhões, respectivamente. Houve aumento de despesas totais do governo, que passaram de R$ 13,574 bilhões, em junho, para R$ 14,895 bilhões em julho. As receitas, entretanto, não cresceram na mesma proporção, registrando aumento de R$ 390 milhões na comparação entre os dois meses (confira os resultados de julho no quadro).

mockup