Tesouro fez controle de gastos para garantir meta
O Tesouro Nacional fez um controle preventivo dos gastos dos ministérios no final de 2001 para evitar que a meta de superávit primário (receita menos despesas, descontados juros) do governo federal fosse descumprida. Cerca de R$ 12 bilhões em despesas de custeio e investimentos passaram de 2001 para 2002 (restos a pagar), um volume 41% maior que o transferido de 2000 para 2001.
Segundo o secretário do Tesouro, Fábio Barbosa, não foi necessário segurar despesas porque os ministérios não tinham capacidade de gastar mais do que um determinado volume.
Mas Barbosa explicou que houve uma checagem nos ministérios para saber se as despesas seriam maiores do que o previsto ou não. Nós não seríamos irresponsáveis de gastar acima da meta, disse.
O total de restos a pagar de 2001 que passou para 2002 é de R$ 23,6 bilhões, conforme informou ontem, mas nessa conta estão incluídos pagamentos de pessoal. Entre os gastos de custeio e investimentos, R$ 3,5 bilhões foram empenhados (contratados), mas as ações não foram concluídas. Para os outros R$ 8,5 bilhões, as despesas já foram concluídas (o serviço foi feito), mas serão pagas somente neste ano.





