O governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) arrecadou R$ 2,5 bilhões a mais do que gastou no mês passado. Com isso, o superávit em janeiro ficou em 2,7% do PIB (Produto Interno Bruto ou soma das riquezas geradas no País).
A meta para o ano é um superávit de R$ 23,3 bilhões para o governo central. Outros R$ 6,1 bilhões deverão ser economizados pelas estatais, segundo os cálculos do governo.
Em janeiro do ano passado, o superávit foi de R$ 1 bilhão a menos que no mês passado. O governo economizou R$ 1,5 bilhão em janeiro de 2000, o equivalente a 1,8% do PIB. O superávit do mês passado foi o melhor resultado mensal desde agosto de 2000.
A melhora no resultado foi obtida graças à arrecadação de impostos neste ano, disse o secretário do Tesouro Nacional, Fábio Barbosa.
No mês passado, o governo gastou 16% a mais que no mesmo período de 2000. Mas as receitas, ‘‘graças às arrecadações de Imposto de Renda, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e Imposto sobre Operações Financeiras, subiram 22,6%’’.
As contas do governo que mais cresceram foram as transferências constitucionais para os Estados e os municípios, que receberam 29% a mais que no ano passado. No total, as despesas no mês passado foram R$ 2,2 bilhões a mais que em janeiro de 2000. Uma das pressões por gastos aconteceu na área da saúde por causa da emenda constitucional que vincula as despesas do setor ao crescimento do PIB.
O governo também gastou R$ 182,5 milhões a mais com subsídios em janeiro passado. No total, o governo central concedeu R$ 207 milhões em incentivos fiscais. As despesas com subvenções para a agricultura passaram de R$ 21,4 milhões para R$ 45,2 milhões.
Com a conta-petróleo, parcela dos preços dos combustíveis que vai para o Tesouro Nacional, o governo arrecadou R$ 172 milhões. Segundo Barbosa, a meta para o ano é arrecadar R$ 4,5 bilhões. No ano passado, a conta-petróleo fechou com um déficit de R$ 688 milhões.

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