Tesouro Direto tem venda recorde de títulos
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quarta-feira, 22 de abril de 2009
Renata Veríssimo<br>Agência Estado 
Brasília - O programa Tesouro Direto, do Tesouro Nacional, vendeu R$ 179 milhões em títulos públicos no mês de março, um valor recorde para o mês, segundo balanço divulgado ontem pelo Tesouro Nacional. O valor é 100,7% superior ao março de 2008 e 69,8% maior que o de fevereiro deste ano. Pelo Tesouro Direto, o investidor pessoa física pode adquirir títulos públicos pela internet.
Mesmo com a redução da taxa básica de juros, a Selic, desde janeiro deste ano, e ante a expectativa de manutenção da trajetória de queda do juro básico, os títulos indexados à Selic (Letras Financeiros do Tesouro, LFT) foram, individualmente, os mais vendidos no mês passado e representam 22,8% do total vendido em março. Os títulos indexados ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), Notas do Tesouro Nacional - série B (NTN-B) e NTN-B Principal corresponderam, respectivamente, a 18,91% e a 19,17%. Em conjunto, esses títulos indexados ao IPCA tiveram uma participação de 38,1% do total das vendas. As Letras do Tesouro Nacional (LTNs) responderam por 22,38% das vendas e as Notas do Tesouro Nacional - série F (NTN-F), por 16,76%. Em conjunto, as LTNs e NTN-Fs, papéis prefixados que possuem rentabilidade definida no momento da compra, representaram 39,1% do total.
Segundo o Tesouro, o valor médio por operação em março foi de R$ 18.110,54. Mas as operações com aplicações de até R$ 5 mil corresponderam a 59,9% do volume investido no mês passado.
O número total de investidores cadastrados ao fim de março atingiu 153.723, o que representa uma alta de 35,8% nos últimos 12 meses. Em março, 2.446 novos participantes se cadastraram no Tesouro Direto, totalizando 7.784 novos investidores cadastrados este ano.
O estoque total do Tesouro Direto, que representa os títulos públicos em poder dos investidores dessa modalidade, alcançou o valor de R$ 2,7 bilhões, equivalente a um aumento de 70,4% ante março de 2008. Os títulos remunerados por índices de preços respondem pelo maior volume no estoque, alcançando 44,9%. Na sequência, aparecem os títulos prefixados, com participação de 37,7%.


