Brasília - O governo usará R$ 200 milhões em recursos do Tesouro Nacional para compensar as perdas dos produtores de café com o câmbio e a queda na safra deste ano. O Ministério da Agricultura lançou ontem o chamado Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro), que garantirá um preço mínimo de R$ 300 por saca do café arábica, cerca de R$ 50 a mais do que o valor comercializado atualmente.
É a primeira vez que o governo utiliza um mecanismo em que, ao invés de comprar o café, entrega ao agricultor um ''prêmio'' para garantir o preço de R$ 300. O produtor receberá no máximo R$ 40 por saca, devendo vender o café por, pelo menos, R$ 260 a saca, o que estabelece um preço mínimo também para o mercado. O Pepro é limitado a cinco milhões de sacas.
''Não se faz política agrícola sem política financeira. O presidente Lula se preocupa com o crescimento do país e essa é uma forma de ajudar, pois estaremos gerando renda'', declarou o secretário-executivo, Silas Brasileiro.
Para o secretário, os preços ao consumidor não devem aumentar, já que, em dezembro, a saca do café era vendida a R$ 310. ''Tivemos a preocupação de garantir preços acessíveis ao consumidor'', completou.
Crédito - Na quinta-feira, em decisão aprovada em reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN), produtores rurais ganharam mais tempo para pagar as dívidas com o governo. A regra estabelece novos prazos com o objetivo de evitar prejuízos dos agricultores com as condições climáticas desfavoráveis que têm atrapalhado algumas regiões.
Em nota divulgada no início da noite, o Ministério da Agricultura informou que o crédito para o custeio das safras 2004/5 e 2005/6, que deveria ser pago ainda neste ano, poderá ser repactuado para 2008. Conforme o ministério, os novos prazos vão seguir critérios relacionados à produção.

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