Tesouro 'abre' plano anual e divulga metas
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terça-feira, 20 de fevereiro de 2001
Agência Estado De Brasília 
A dívida pública vai crescer menos este ano. Segundo meta divulgada ontem pelo Tesouro Nacional, a dívida deve crescer este ano 7,4% e fechar próxima a R$ 548,4 bilhões ao final de dezembro. Essa estimativa é bem inferior à taxa de crescimento registrada no ano passado, quando a dívida aumentou 15,7%, em relação a 1999 e chegou a R$ 510,7 bilhões.
A meta de crescimento da dívida consta do Plano Anual de Financiamento da Dívida Pública de 2001, documento oficial do Tesouro divulgado ontem pela primeira vez na história, que traça uma radiografia das principais estratégias que serão utilizadas para as emissões e resgates de títulos até o final do ano.
No documento, o Tesouro procura mostrar aos agentes financeiros onde e como quer chegar ao final do ano em relação à política de rolagem da dívida. É um tributo à previsibilidade, disse o secretário do Tesouro Nacional, Fábio Barbosa. Segundo ele, a divulgação de uma estratégia de longo prazo só foi possível graças ao cenário de estabilidade macroeconômica que vive o País hoje.
O Tesouro traçou no plano um cenário macroeconômico básico e outros dois alternativos: conservador e otimista. Estas duas alternativas prevaleceriam caso ocorram mudanças relevantes nas variáveis econômicas, que possam influenciar, favoravelmente ou não, a estratégia traçada. No cenário básico, o Tesouro espera, além do crescimento de 7,4% do estoque da dívida, um aumento de 44% no prazo médio dos títulos, que saltaria de 29,8 meses, apurado em dezembro do ano passado, para 42,9 meses. Seria feito ainda um resgate líquido de R$ 47,8 bilhões para um volume de vencimentos previstos para este ano, de R$ 201,8 bilhões.
Na direção oposta deste fatores, se configuraria o cenário conservador, em que a dívida cresceria 11,4% e fecharia o ano em R$ 568,7 bilhões. No cenário otimista, o crescimento da dívida seria bem menor, de 6,3%, chegando a R$ 543 bilhões. O Tesouro confirmou que a partir de julho estará lançando um programa inédito de venda de títulos públicos pela Internet. O público-alvo, segundo o secretário Fábio Barbosa, será o investidor pessoa física.


