R$ 30. Este será o valor necessário para investir no Tesouro Nacional a partir do ano que vem. A alternativa é perfeita para quem quer começar a aplicar em investimentos diversificados, com baixíssima probabilidade de perder dinheiro. Criado em 2002, o Tesouro Direto nada mais é do que um programa de venda de títulos públicos para pessoas físicas, sem intermediários, que pode ser realizada inclusive pela internet. Até então, para ingressar nas operações de compra e venda era preciso pelo menos R$ 100, o que já é considerado um valor pequeno. O movimento de operações é tão grande que a venda deste tipo de título aumentou 82,1% no primeiro semestre deste ano, somando R$ 1,81 bilhão, de acordo com a Secretaria de Tesouro Nacional (STN).
Antes desta aplicação ser criada, o pequeno investidor só poderia comprar títulos públicos através de cotas de fundos de investimentos, geralmente comercializadas por instituições financeiras, que atuam como intermediárias e estipulando suas taxas de operação. Desta forma direta, o custo acaba sendo bem competitivo comparado a outros rendimentos.
Amerson Magalhães, executivo da Easynvest, explica que o investidor que está pensando aplicar na poupança, em fundos DI ou de renda fixa, deve olhar com atenção para o Tesouro Direto. ''Um fundo DI, por exemplo, tem em sua carteira títulos públicos pós-fixados à Taxa Selic. Entretanto, as taxas de administração de um fundo tradicional é superior à cobrada no Tesouro Direto. Ou seja, a rentabilidade de quem aplicar pelo Tesouro é muito maior'', avalia o especialista.
Ele explica ainda que o Tesouro é interessante tanto para quem necessita de retorno a curto prazo tanto para quem projeta a longo prazo. Toda semana, entre as 9 horas da quarta-feira e as 5 horas da quinta, o Governo realiza a recompra de títulos para quem deseja se desfazer da aplicação. O objetivo é dar liquidez aos títulos vendidos pelos investidores que não quiseram permanecer com eles até o seu vencimento.
Outra característica interessante é que a aplicação é bem simples de ser feita. Através do portal na internet (veja como funciona no quadro), é possível encontrar diversas informações, como o histórico de rentabilidade e as taxas que estão sendo praticadas. ''Quando o investidor se cadastrar a uma corretora através do site, ele vai poder realizar a compra. O extrato é bem detalhado com informações históricas. É muito simples, bem semelhante a um home banking'', relata Magalhães, que comenta sobre os custos das transações. ''A CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia), que faz a liquidação das operações, cobra 0,1% no momento da compra e 0,3% ao ano. Já a corretora que vai habilitar o investidor também cobra uma taxa, o que é variável''.
Vale dizer ainda que o investimento no Tesouro é bem diferente comparado à Bolsa de Valores. ''Estamos falando de título de renda fixa, onde o investidor sabe o que vai receber. Por exemplo, no caso dos títulos indexados ao IPCA, o quanto tiver definido na taxa é o que vai remunerar o título''.

Imagem ilustrativa da imagem 'Tesouro' a R$ 30
Imagem ilustrativa da imagem 'Tesouro' a R$ 30