Teses de Fraga
Armínio Fraga expressou opiniões, durante a sabatina, ontem, sobre o cenário brasileiro. Confira algumas:
Câmbio - Regimes de bandas, mini-desvalorizações e outros métodos de administração da taxa de câmbio tendem a ser instáveis e mais cedo ou mais tarde acabam em crise. A experiência de vários países mostra que o regime de taxa de câmbio flutuante é um regime viável e sustentável. Não tenho dúvida quanto à adequação desse regime ao nosso caso.
Inflação - O Plano Real teve como importante pilar de
sustentação a âncora cambial, ou seja, o uso da taxa de câmbio como balizador das expectativas inflacionárias. O grande desafio que hoje se apresenta ao Banco Central é demonstrar claramente que a perda da âncora cambial não representa um abandono mas sim uma troca de âncora. A sociedade brasileira não quer a volta da inflação.
Juros - Mesmo com a manutenção de uma política
monetária restritiva, há espaço para que, no futuro próximo, se verifique uma queda na taxa de juros real. Nesse período estávamos pagando um preço caro, decorrente dos riscos fiscais e cambiais que caracterizaram os últimos 18 meses. As altas taxas de juros em termos reais espelhavam uma preocupação do mercado com a trajetória do endividamento público e com o risco de uma desvalorização cambial.
Moratória - Tenho absoluta convicção da necessidade de se respeitar contratos e compromissos. Não podemos deixar de mencionar a importância da estabilidade das regras do jogo. E, nesse caso, sou totalmente contra medidas arbitrárias e antidemocráticas. Minha resposta é não à moratória.





