Terrorismo faz FMI e Bird cancelar reunião
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segunda-feira, 17 de setembro de 2001
France Presse <br> De Washington 
O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM) cancelaram suas reuniões anuais, que se realizariam no último fim de semana de setembro, devido à situação de emergência criada pelos ataques terroristas da semana passada contra Estados Unidos, anunciaram ontem as duas instituições.
''Em consulta com as autoridades dos Estados Unidos e dos outros governos membros, o FMI e o BM decidiram não realizar suas reuniões anuais conjuntas, programadas para 29 e 30 de setembro'', informaram o diretor do FMI, Horst Koehler, e o presidente do Banco Mundial, James Wolfensohn. ''Esta decisão foi tomada em razão de um profundo respeito e simpatia pelas famílias de todos aqueles atingidos pelos horríveis acontecimentos de terça-feira passada, e com o fim de que as forças da ordem possam se dedicar plenamente às pioridades extraordinárias e imediatas'', disseram os dois executivos numa declaração conjunta.
Koehler e Wolfensohn afirmaram que o funcionamento normal do FMI e do BM não se interromperá, e que se buscará a forma de levar a cabo os trabalhos que se fariam nas reuniões canceladas.
As duas entidades esperam poder regressar ao seu programa normal de reuniões para 2002. Em sua declaração, os executivos do FMI e do BM manifestaram também seu apreço pelos esforços que tinha feito o governo do Distrito de Columbia com vistas a garantir a segurança das reuniões, contra as quais se esperavam manifestações de protesto.
Contudo, várias ONGs que preparavam protestos anunciaram no último fim de semana que não os levarão a cabo, diante da emergência e do clima de inquietação provocado pelos ataques terroristas.
FMI e BM, que têm suas sedes na capital federal americana, já tinham resolvido em agosto passado a reduzir de sete para dois dias suas reuniões, que normalmente se estendem por uma semana, após um pedido do município de Washington, que temia incidentes violentos.
As reuniões do FMI e do BM feitas ano passado em Praga, República Checa, foram alvo de violentas manifestações antiglobalização, com saldo de centenas de feridos, mais de 400 detidos e enormes danos materiais. Depois dos atentados de terça-feira passada, o prefeito da cidade de Washington, Anthony Williams, e o chefe de polícia, Charles Ramsey, pediram que as reuniões fossem adiadas ou canceladas.


