Terrorismo ameaça a cúpula da Apec
PUBLICAÇÃO
sábado, 23 de novembro de 1996
Das agências de Manilla 
O clima de abertura da cúpula da Conferência Econômica da Ásia e do Pacífico (Apec) é de terror. Os Estados Unidos advertiram ontem sobre a ameaça de possíveis atos terroristas durante o encontro. O porta-voz do Departamento de Estado americano, Nicholas Burns, fez a advertência sem dar maiores detalhes. Suas afirmações levantaram uma onda de pânico entre diplomatas, funcionários e jornalistas que estão presentes para o evento.
Por outro lado, um funcionário da Polícia Secreta das Filipinas disse que há indícios de que o grupo terrorista de esquerda, Brigada Alex Boncayo, tem a intenção de pôr bombas, realizar sequestros e assassinatos para interromper a conferência. O grupo é acusado da morte de mais de 200 policiais filipinos, desde o início de suas atividades clandestinas em 1980.
Segundo fontes, a polícia das Filipinas interceptou mensagens entre membros da brigada, há três semanas, onde eram dadas ordens para que a conferêcnia fosse interrompida a todo custo.
O presidente Bill Clinton deve chegar hoje no final da tarde a Manilla para a cúpula da Apec que se realizará segunda-feira. Mais 18 países deverão participar do encontro.
No domingo, o presidente deve encontrar-se com líderes da China, Japão e Coréia do Sul a fim de discutir de seus planos para essa região. As propostas dos Estados Unidos para a região Ásia-Pacífico foram amplamente divulgadas durante a viagem de Clinton pela Austrália e, também, pelo secretário de Estado, Warren Christopher, durante viagem a Pequim.
O aumento do livre comércio, integração da China na comunidade internacional e estabelecimento de um esforço multilateral em favor do meio ambiente são algumas da propostas que Clinton irá defender durante a cúpula.
Encontro O presidente da China, Jiang Zemin, estará presente hoje no Foro de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), em Manila, onde deve manter um crucial encontro com o presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, antes de empreender uma viagem oficial a quatro países da Ásia.
Durante sua viagem, que durará mais de duas semanas, o líder chinês, que também exerce os cargos de chefe do Exército e do Partido Comunista, se reunirá com os principais responsáveis da região Ásia-Pacífico, reforçando sua estatura de estadista.
O ponto principal de sua viagem será a reunião de cúpula, amanhã, com Clinton, durante a qual poderá ser anunciada uma visita oficial de Jiang aos Estados Unidos ou do presidente americano à China durante o primeiro semestre do próximo ano.


