O fluxo da movimentação de carga aérea no Brasil caiu entre 10% e 12% em setembro, em relação ao mesmo período do ano anterior, estima o superintendente de logística de cargas da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), Luiz Gustavo Schild. O recuo, segundo ele, foi motivado pelos problemas gerados pelos ataques terroristas aos EUA. Se for confirmado, o volume de cargas movimentado em setembro - que ainda não foi divulgado - somaria 90 mil toneladas, ante a média mensal de 100 mil toneladas.
Segundo Schild, a queda reflete principalmente os atrasos nos embarques e desembarques das cargas nos aeroportos nacionais por causa da adoção de medidas de inspeção mais rigorosas. Após os atentados, o embarque de um produto do Brasil para os EUA passou a demorar até o triplo do tempo normal. No fluxo de importação, o tempo de liberação das cargas quadruplicou: subiu de seis horas, em média, para até 24 horas. Em alguns casos, as mercadorias levaram até 48 horas para chegar ao destino.
De acordo com Schild, por exigência do governo americano, depois do dia 11 de setembro a Infraero intensificou as revista das cargas, realizada principalmente por equipamentos de raio X.(AE)

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