Terror nos EUA afeta seguros no Brasil
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 17 de setembro de 2001
Agência Estado <br> Do Rio 
Os atentados terroristas nos Estados Unidos já estão começando a afetar os seguros para projetos de termoelétricas no mercado brasileiro. Os seguros para este tipo de construção e também para usinas hidrelétricas estão em franca expansão, no compasso do boom de projetos para solucionar a crise energética do País. Para se ter idéia do filão, em algumas seguradoras a carteira de engenharia e obras cresceu 50% este ano.
O IRB Brasil-Re (Instituto de Resseguros do Brasil) tem entre dez e 15 projetos de termoelétricas e seis de hidrelétricas em fase de definição das condições de seguro. Nos últimos dias, contudo, corretoras começaram a receber propostas com o valor das franquias mais alto para estas obras e a previsão de empresários e corretores é de que as taxas de seguro também serão elevadas.
''Com base nestes eventos recentes, as últimas cotações das taxas para este tipo de seguro não variaram muito, mas já houve um aumento significativo das franquias'', conta o diretor-geral da Securitas União Corretora de Seguros, Roberto Dana. A corretora, que trabalha com clientes corporativos para médios e grandes riscos, informa que as franquias para as fases de testes, que oscilavam entre US$ 250 mil e US$ 500 mil, já dobraram, passando para a faixa de US$ 500 mil e US$ 1 milhão, conforme as propostas recebidas pelas seguradoras, o que significa que as taxas acabarão subindo.
O presidente da termoelétrica do Norte Fluminense, Antônio Rocha, tem a mesma visão. Ele acredita que o ataque terrorista aos Estados Unidos pode elevar o preço dos seguros. ''A expectativa agora é grande. O impacto é inevitável, mas por enquanto é muito difícil quantificá-lo'', disse.


