Terreno para teatro municipal será entregue em 40 dias
O imobiliarista Raul Fulgêncio, que representa o grupo de empresários compradores do imóvel da antiga Anderson Clayton, confirmou que o espaço de 20 mil metros quadrados, reservado para a construção do teatro municipal na área total de 236 mil metros quadrados, deverá ser em frente ao Marco Zero.
Ele disse que, na terça-feira passada, comunicou ao prefeito Nedson Micheleti sobre a definição e que até o mês de agosto a multinacional Comércio e Indústria Brasileira Coinbra S/A, que atualmente funciona na área, deverá desocupar o imóvel.
''Assim que o imóvel estiver liberado, acredito que em 30 a 40 dias estará sendo entregue oficialmente para a Prefeitura de Londrina'', revelou Fulgêncio.
O imobiliarista afirma que ainda não sabe dizer a localização exata da área doada para a prefeitura mas que, provavelmente, deverá ficar numa esquina no espaço em frente ao Marco Zero.
''Estamos vendo o lado financeiro, prospectando o mercado. Queremos sair com algo bom para a cidade e, por isso, nossa intenção é atrair para aquela região um hospital, hotel, faculdade... Pensemos que um hospital pode atrair farmácias e laboratórios. Hotéis atraem uma rede grande de serviços, bem como a construção do teatro municipal desenvolverá aquela região'', comentou Fulgêncio.
Pressionando politicamente para que a reivindicação antiga da comunidade artística londrinense se torne realidade, uma comissão indicada pelo Conselho Municipal de Cultura, entregou uma proposta arquitetônica ao prefeito Nedson Micheleti no mês de março.
Um concurso público nacional, sob a coordenação do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-Paraná), deverá ser realizado para definir um projeto para a obra.
O secretário de Cultura, Luciano Bitencourt, destaca que a realização do concurso depende da definição do espaço para a construção do teatro. ''O concurso ainda não foi montado porque o grupo de empresários, que comprou o terreno da antiga Anderson Clayton, não tinha definido a área doada para a prefeitura. Para encaminhar o concurso temos de saber, entre outras coisas, a topografia e em cima de que realidade vamos trabalhar'', afirma Bitencourt, acrescentando que os custos do concurso estarão previstos no orçamento municipal. Para a obra serão buscados investimentos estaduais e federais. ''O município ficará responsável pelos custos dos projetos complementares, como o estrutural, arquitetônico, acústico e hidráulico''.(F.L.)





