Termômetro do PIB cresce apenas 0,12% em abril
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sexta-feira, 13 de junho de 2014
Andréa Bertoldi<br>Reportagem Local 
Curitiba - O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB) subiu 0,12% em abril em relação a março, depois de ter registrado queda de 0,11% entre fevereiro e março. De acordo com dados divulgados ontem pelo BC, o número passou de 147,14 pontos em março para 147,31 pontos em abril.
O IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses e tem grande influência sobre as estimativas do mercado financeiro para o PIB, que é divulgado a cada três meses pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A alta do IBC-Br de abril ficou abaixo da média das estimativas de analistas do mercado financeiro que iam de um recuo de 0,40% a crescimento de 0,60%. Na comparação entre os meses de abril de 2014 e 2013, houve queda de 2,29% do índice. O quarto mês do ano passado terminou com IBC-Br em 151,09 pontos. As estimativas para essa comparação iam de queda de 3,10% a crescimento de 0,20%.
O economista e professor da Escola de Negócios da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Carlos Magno Bittencourt, explicou que o resultado de baixo crescimento do IBC-Br está diretamente ligado com o aumento dos juros. "A presidente Dilma Rousseff está preocupada com a inflação e não com o crescimento da economia", disse. Para ele, isso gera efeito dominó sobre os agentes econômicos, entre eles, as famílias que estão endividadas.
Para ele, o indicador que mostra a situação mais real é a comparação de abril com abril, porque elimina os efeitos sazonais. Nos 12 meses encerrados em abril de 2014, o crescimento do IBC-Br foi de 2,17% e nos quatro primeiros meses do ano, o indicador teve alta de 0,78% em relação ao mesmo período de 2013.
Para Bittencourt, o crescimento de 0,12% do IBC-Br em abril não significa uma retomada do crescimento do PIB até porque a maior parte dos indicadores da economia não apontam para isso. Para ele, o resultado do PIB deste ano não passa de 2,5%.
"Não vejo nenhum fato importante que faça o PIB do País ter crescimento significativo neste ano", disse o economista do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Francisco José Gouveia de Castro. Isso porque a produção industrial não apresentou crescimento assim como outros indicadores como o emprego industrial.
Segundo ele, houve redução do poder de compra da população com a inflação, o que também prejudica o crescimento econômico. Para Castro, o crescimento de 0,12% do IBC-Br não quer dizer que haverá recuperação do crescimento e ele não considerou o resultado animador.
Castro prevê que o PIB do Brasil feche com crescimento abaixo de 2% neste ano. Ele acredita que os estados também vão sofrer com o impacto da política macroeconômica, inclusive o Paraná. No ano passado, o PIB do Brasil registrou crescimento de 2,2% e o do Paraná de 4,6%. No primeiro trimestre de 2014, o PIB do brasileiro cresceu 1,9% e o do Estado 2,8%, já apontando sinais de desaquecimento econômico. (Com agências)



