Termômetro dita o ânimo do comércio
Termômetro dita o ânimo do comércio
Com as prateleiras prontas para o inverno, lojistas revertem expectativas e já apostam em vendas melhores
Carmem Murara
Marcelo Almeida
Em ofertaA loja colocou os cobertores em exposição em março: vendas só esquentam quando o tempo esfriaA queda da temperatura em Curitibanesta semana reacendeu os ânimos do comércio, que estava apostando num inverno muito fraco em vendas de roupas. O frio é sempre aguardado com ansiedade e qualquer alteração para cima nos termômetros pode representar a fuga dos consumidores das lojas. Com as prateleiras lotadas, os lojistas reclamam do atraso do inverno. Até quarta-feira fazia calor e os clientes passavam longe das lojas. Nem mesmo a queda na temperatura, à noite, estava estimulando o consumidor.
Há uma máxima no comércio que diz que um ano fraco é sempre precedido de um ano bom nas vendas, afirma a gerente da loja de Marie Boutique, Elisa Kange. O ano passado foi considerado ruim para os lojistas, que reclamaram ter ficado com os estoques encalhados. Neste ano, as vendas começaram boas em março, quando fez um pouco de frio, e na semana que antecedeu o Dia das Mães. Se fizermos uma comparação, acho que já vendemos mais do que no ano passado, mas mesmo assim as vendas ainda são insatisfatórias, diz Elisa. No período do Dias da Mães, as lojas tiveram um crescimento médio de 20%, avalia a Câmara de Dirigentes Lojistas.
A mesma reclamação tem a gerente da loja Alfana Tecidos, Roberta Poleto. O estoque de cobertores, edredons e tecidos de lã foram comprados em dezembro, período em que estão mais baratos, e colocados em exposição no início de março. As vendas só esquentam quando esfria o tempo. O tempo mais quente faz com que o consumidor tenha a ilusão de que não vai haver inverno, diz Roberta.
A loja de tecidos tem vendido mais os produtos baratos, sinalizando que o consumidor está mais exigente na hora de conferir o preço. Cobertores que custam R$ 9,90 são os mais vendidos, enquanto o tradicional Tognato está encalhado na prateleira, onde uma etiqueta indica que seu preço é de R$ 79,80. Há ainda os populares cobertores que foram apelidados de pula cerca e corta febre. Estes podem ser encontrados no comércio por até R$ 6,50.
O preço dos cobertores caiu sinificativamente do inverno passado para este ano. A redução chegou a ser de 20% em algumas lojas. Um dos modelos do cobertor Tognato vendido por R$ 69,90, no ano passado, está custando R$ 59,90. Os tecidos de lã também tiveram redução no preço em vários estabelecimentos comerciais. A queda pode chegar a 10%.





