Terminal promete reduzir custo de exportações
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quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Rodrigo Lopes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Com a promessa de que deve baratear os custos de exportação, foi inaugurado ontem, no porto de Paranaguá, o primeiro terminal público de álcool do Brasil. A solenidade contou com a presença do ministro da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, que elogiou a obra e afirmou que o porto pode ser o grande concentrador de cargas do Sul do País caso novos investimentos sejam feitos.
O novo terminal é composto por sete tanques com capacidade total para armazenar 37,5 mil metros cúbicos de álcool. O produto será levado até os navios por meio de quatro quilômetros de dutos. A expectativa da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) é que o complexo possibilite que o carregamento de 15 navios com álcool para exportação por mês. Segundo o superintendente da Appa, Eduardo Requião, o terminal já está pronto, restando a realização de alguns testes para que começe a funcionar. ''Acredito que em 15 dias ele estará operando'', diz.
Para o governador Roberto Requião, a grande vantagem do terminal construído com recursos da Appa será a redução nos custos para exportação. Ele garante que as tarifas cobradas no reservatório público serão pelo menos 50% menores do que os aplicados pelas empresas privadas, atualmente as únicas que oferecem esse serviço em Paranaguá. ''O terminal público vai mexer com o preço tarifário do País'', declara.
O ministro Pedro Brito também espera uma diminuição nos preços. ''O que temos em Paranaguá agora é uma competição estabelecida entre terminais de exportação de álcool e certamente isso vai reduzir o preço da operação portuária'', afirma. Segundo ele, a obra se encaixa na política do governo federal de fortalecer o setor e incentivar as exportações de álcool. ''Hoje, o Brasil está se tornando o País que lidera não só a produção do etanol, mas também do biocombustível de maneira geral. A redução de preços operacionais vai tornar nossos produtos cada vez mais competitivos no exterior'', declara.
Brito cita que, para a safra 2007-2008, a estimativa é que sejam produzidos 20,5 bilhões de litros de álcool em todo o Brasil. Atualmente, o Paraná, com 1,7 bilhão de litros (cerca de 8% do total nacional), é o segundo Estado que mais produz álcool, perdendo apenas para São Paulo, com 60%. Da produção paranaense, em torno de 400 milhões de litros serão destinados à exportação.
Para o ministro, a obra pode ajudar Paranaguá a assumir a condição de porto concentrador na região Sul do País, competindo com o porto de Rio Grande (RS). Mas, para isso, precisa de novos investimentos em infra-estrutura, principalmente no que se refere ao acesso dos navios ao terminal e à melhoria de estradas e ferrovias. Uma das providências imediatas, de acordo com o ministro, é a realização da dragagem do canal de entrada do porto. O superintendente da Appa firma que o edital de licitação para contratar a empresa que fará a dragagem será divulgado até o fim deste mês.


