Curitiba - O Porto de Paranaguá já tem um terminal apto a receber produtos segregados com certificado de qualidade quanto à origem, uma tendência que atende especialmente os mercados europeu e asiático. A Companhia Brasileira de Logística (CBL) investiu R$ 6 milhões e aumentou em 54% sua capacidade de carga, passando para 2 milhões de toneladas de grãos este ano. Representa um acréscimo de 5% na capacidade total de recepção de granéis sólidos do Porto de Paranaguá, atingindo 125 mil toneladas por dia.
Dos nove terminais privados que operam no porto, o da CBL será o único capacitado a receber produtos segregados, de três tipos diferentes simultaneamente, podendo embarcar açúcar, farelo e soja ao mesmo tempo. O gerente geral da companhia, Washington Viana, diz que a certificação de origem ainda representa um mercado incipiente, mas corresponde a um nicho ainda não explorado no Paraná. Segundo ele, o custo para embarque não cria ônus adicional porque é calculado pelo volume e não pela segregação.
‘‘A certificação é importantes por causa dos produtos transgênicos e doença da vaca louca, por exemplo’’, explica. O trabalho é feito por controladoras de renome internacional, desde a origem do produto. Na área de armazenagem, a construção de quatro silos metálicos, com capacidade para 5 mil toneladas de produto cada um, vai aumentar a capacidade de armazenagem da CBL de 55 mil toneladas para 75 mil. Segundo o diretor da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Lourenço Fregonese, ‘‘a inauguração veio na hora certa, pois é a época em que o porto mais precisa aumentar a capacidade de armazenagem’’.
Este ano a comercialização da safra está mais lenta porque os produtores estão esperando a melhora nos preços para exportação. Apenas 35% do total de soja saiu do porto, enquanto no ano passado já haviam sido embarcados 75% no mesmo período. Com isso, os armazéns e silos do porto estão lotados.

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