Terminal de contêineres recebe R$ 80 milhões
Da Redação
O Porto de Paranaguá vai receber investimentos de R$ 80 milhões nos próximos 12 meses, para equipar e modernizar o terminal de contêineres. Quase metade desses recursos, R$ 36 milhões, vai ser usada na compra de equipamentos. O restante será utilizado em obras de aterro, ampliação do cais e pavimentação definitiva do pátio de armazenagem.
Segundo o diretor do terminal, David Herranz, os novos investimentos levarão o Porto de Paranaguá da quarta à segunda posição entre os portos brasileiros em movimentação de contêineres. Hoje, Paranaguá movimenta o equivalente a 140 mil contêineres ao ano. A nossa meta é aumentar esse volume em 20% ao ano, afirma Herranz.
O contratos para a compra dos equipamentos e a realização das obras foram assinados no final de setembro pela Redram, empresa que há um ano controla o terminal de contêineres, e o Governo do Estado. Os fornecedores serão a finlandesa Konecranes ZLC e a brasileira Bardela Indústria Mecânica.
Entre os equipamentos a serem adquiridos estão dois portêineres (guindastes especiais de terra para operação de bordo) e seis transtêineres (pontes rolantes para operação de terra), que entrarão em operação até o final do ano que vem. Já as obras complementares de infra-estrutura vão ser iniciadas no fim deste ano e deverão estar concluídas em 2002.
Tanto a aquisição dos equipamentos como as obras civis vão ser financiadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), através do fundo de modernização dos portos brasileiros.
A Redram já investiu R$ 4,5 milhões no Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). Entre as obras realizadas, está uma área para armazenagem de contêineres frigorificados, que deverá ser entregue ainda este mês. Atualmente, produtos perecíveis ficam nas Estações Aduaneiras do Interior.
O superintendente do TCP, Mauro Marder, explica que o terminal também recebeu investimentos em informática e em comunicação. Um programa de computador de R$ 1 milhão, já encomendado, segundo Marder, vai tornar os serviços mais rápidos. O despachante vai poder acompanhar a posição de cada contêiner pela Internet e agilizar o processo de liberação.
Outra providência que diminuirá o tempo dos trâmites burocráticos será a transformação, até o fim do ano, do TCP em área alfandegária. Isso será possível pelas instalações que a administração do terminal construiu para abrigar o prédio da Receita Federal. Com essa providência, diminuiremos em um terço o tempo de espera para a liberação das cargas, calcula Mauro Marder.
De janeiro a agosto, o Terminal de Contêineres de Paranaguá movimentou 118.775 TEUs (Twenty Equivalent Unit), um crescimento de 19,47% sobre a movimentação de janeiro a agosto de 1998. O TEU é um padrão internacional de medida e equivale a um contêiner de 20 pés.
Em agosto, o terminal bateu recorde histórico de movimentação de cargas, com o total de 16.806 TEUs. Foram importados no mês 10.118 TEUs e exportados 6.688 TEUs.
O principal responsável pelo aumento na movimentação de cargas em agosto foi a indústria automobilística e seus fornecedores. O início das atividades da fábrica da Volks/Audi gerou um aumento de aproximadamente 7% nos contêineres importados, afirma Marder. O pólo automobilístico e a transformação do perfil da economia paranaense, com maior ênfase na industrialização, deverá provocar um aumento de 20% nas cargas conteinerizadas neste ano, completa ele.
O custo médio de operação no Terminal de Contêineres de Paranaguá caiu em média 31% nos últimos seis meses. Nesse período, a THC (taxa de capatazia) foi reduzida de R$ 129,00 para R$ 65,00 por contêiner de 20 pés, e de R$ 129,00 para R$ 111,00 para contêineres de 40 pés. O TCP oferece hoje um dos custos mais competitivos entre os terminais brasileiros, explica Mauro Marder.





