A Infraero deve instalar um terminal de logística de cargas no aeroporto de Londrina até junho de 2007 e não mais este ano conforme havia anunciado inicialmente. A empresa já está promovendo reformas no prédio onde funcionava o terminal de cargas da Vasp (localizado ao lado do aeroporto) mas, até ontem, não havia protocolado a solicitação de alfandegamento na unidade da Secretaria da Receita Federal em Londrina, como normatiza a Portaria 969 do órgão editada em setembro deste ano. A implantação de uma estação aduaneira, também conhecida por ''porto seco'', é uma reivindicação antiga do setor empresarial da cidade.
Segundo dados da Receita Federal até o mês passado a importação movimentou US$ 332.727,71, somente nos 63 municípios da área de abrangência da unidade de Londrina. No ano passado, o volume de compra de mercadorias importadas foi de US$ 308.422,95. Além de reformas de infra-estrutura no prédio de 2,4 mil metros quadrados, a Infraero também já está realizando um levantamento sobre a mão-de-obra para atuar no novo terminal. A quantidade de funcionários ainda não está definida mas, de acordo com a superintendência do órgão na cidade, deverá ser montada uma força-tarefa formada por técnicos de cargas de Porto Alegre e Florianópolis (SC) para atuar inicialmente no local e para treinar os novos funcionários.
O terminal irá funcionar em parceria com a Receita Federal e terá operação semelhante as outras 32 estações aduaneiras espalhadas pelo País administradas pela Infraero. Segundo o superintendente da Infraero em Londrina, Carlos Haroldo Novak, a principal vantagem do terminal de cargas é a agilidade proporcionada aos empresários nos casos de importação e exportação. ''Toda a operação é feita no melhor modelo de logística. O recebimento de mercadorias, por exemplo, independe de um aeroporto de cargas'', explica. Ele acrescenta que a importação pode ser feita via porto mas, com o terminal, a liberação da carga pode ocorrer na cidade a partir do seu transporte terrestre ou aéreo.
Também já foi marcada uma palestra explicativa sobre o funcionamento do terminal de cargas para o dia 7 de dezembro, no Hotel Blue Tree. Questionado sobre o andamento dos trâmites legais determinados por lei, o superintendente da Infraero em Londrina, disse que essas decisões estão concentradas na regional, sediada em Porto Alegre. Conforme a portaria 969, o prazo para andamento do processo para alfandagamento é de 40 dias somente na unidade da SRF que abrange a área onde será instalado o terminal. Em seguida, o processo segue para sede regional da Receita (no caso Curitiba) para deferimento ou não e, neste ponto, não há um prazo especificado.
Procurado pela reportagem, o vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Marcelo Cassa, disse que um ''porto seco'' é uma luta antiga da entidade e que o volume de passageiros aéreos e da movimentação de cargas justifica a sua implantação na cidade.

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