Terminal de Antonina começa a operar após privatização
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segunda-feira, 09 de julho de 2001
Luciana Pombo De Curitiba 
O embarque de três mil toneladas de carne congelada para a Rússia marcou ontem a primeira exportação após a privatização do terminal da Ponta do Félix, em Antonina. O terminal já recebeu investimentos de US$ 80 milhões na operacionalização de equipamentos. A intenção do governo é agilizar as obras de expansão da Ponta do Félix, que foram iniciadas na semana passada e deverão ficar prontas em cinco meses, para transformar o porto num referencial nesse tipo de exportação. A reforma completa da Ponta do Félix deverá custar US$ 6 milhões em investimentos da iniciativa privada.
Para o secretário dos Transportes, Nelson Justus, a privatização é a melhor saída para a modernização dos portos. Outros terminais de Antonina e Paranaguá poderão ser privatizados nos próximos meses. Esses resultados demonstram que a privatização é o melhor caminho. Mas ainda é prematuro falar em setores que poderão ser privatizados. Temos que melhorar a infra-estrutura dos portos antes de falarmos em privatização. O Paraná precisa começar a investir no Litoral, salientou.
Com as obras, o canal passará de oito para dez metros de profundidade, com dez quilômetros de extensão e 100 metros de largura, ligando a Baía de Antonina à Baía de Paranaguá. Será permitido o acesso de navios de até 30 mil toneladas. Atualmente, o limite é de 10 mil toneladas. Até o final de 2002, o terminal pretende estar trabalhando com capacidade máxima, atingindo 2,15 milhões de toneladas por ano. Isso representará 1% do volume exportado em todo o País.
No primeiro semestre deste ano, os terminais Barão de Teffé e Ponta do Félix apresentaram um crescimento de 982% na movimentação de mercadorias em relação ao ano passado. Foram mais de 132,1 mil toneladas de produtos embarcados.
RodoviaSegundo Justus, uma das dificuldades que o Estado está enfrentando é a necessidade da construção imediata de uma estrada que ligaria o porto até a cidade. A estrada deveria ter dois quilômetros e impediria que o fluxo de caminhões pesados passasse pelo centro de municípios históricos como Antonina e Morretes. Há dois anos, o Ministério Público conseguiu barrar a construção da estrada, com a alegação de que problemas ambientais poderiam ser gerados.
O secretário dos Transportes concordou em fazer projetos alternativos para impedir danos à natureza. Ele teria uma proposta pronta, que custaria R$ 20 milhões aos cofres públicos. Queremos fazer algo com equilíbrio e bom senso para dar uma solução sem prejudicar a natureza, complementou.
A Promotoria do Meio Ambiente foi procurada ontem pela reportagem da Folha, que foi informada que os promotores estão de férias por causa do recesso forense. Eles retornam no mês que vem.


