Curitiba - O Terminal de Contêineres do Paraná (TCP) está avaliando os custos que foi obrigado a fazer para atender a exigência do ISPS Code, um receituário internacional de medidas preventivas contra ataques terroristas. A empresa deve decidir se repassa ou não os custos para os importadores e exportadores do Estado.
Outros terminais de contêineres do País já estão criando taxas extras para ressarcir esses gastos, que deverão ocorrer em toda a estrutura portuária. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Terminais de Contêineres, Sérgio Salomão, os terminais tiveram que investir na compra de equipamentos, contratação e treinamento de pessoal, cuja manutenção representa ''um custo adicional permanente e que terá que ser repassado'', afirmou.
Segundo ele, a taxa não será padronizada e cada terminal deve impor uma taxa de acordo com os investimentos que fizeram. Outro fator de elevação no custo das operações é o déficit de contêineres que está se agravando. Salomão salientou que o custo não está sendo elevado pelos terminais de contêineres e sim pelas empresas de navegação, as donas dos equipamentos.
O déficit de contêineres está ocorrendo em função da política econômica do governo federal que está incentivando as exportações. Com isso há mais saída e pouca entrada de contêineres. O exportador acaba pagando o preço exigido pelas empresas de navegação.

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