Termina hoje o prazo fixado pela Comissão de Justiça da Câmara para a direção da Pepsi-Cola apresentar os planos da empresa em relação à construção da fábrica no município. A Câmara espera a vinda de um diretor da Pepsi à cidade ou mesmo um comunicado por correspondência. A convocação foi feita há 12 dias pelo presidente da Comissão de Justiça da Câmara, Célio Guergoletto (PMDB).
O diretor do departamento jurídico da Pepsi, Ricardo Andreatta, tinha agendado uma reunião com o presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Alex Canziani, para a última sexta-feira, mas desmarcou o compromisso um dia antes. Ontem, sua secretária disse à Folha que a nova data da reunião ainda não foi marcada. Ela não soube informar se a Pepsi prepara algum documento para enviar à Câmara.
Mesmo que a empresa não entre em contato com a Comissão de Justiça até hoje à tarde, Célio Guergoletto (foto) adianta que seu parecer será contra o pedido de revogação da doação do terreno à Pepsi. Ele considera o pedido - protocolado pelo vereador Jaci Aguiar (PDT) - ilegal, já que a empresa tem prazo até 31 de dezembro deste ano para construir a fábrica.
Segundo Guergoletto, o assunto deve ir a plenário na próxima segunda-feira. O plenário pode derrubar o parecer da Comissão de Justiça e votar a favor da revogação da doação. ‘‘Mas aí corremos o risco da Pepsi entrar na Justiça para pedir indenização por causa das benfeitorias que fez no local. Como queremos tomar o terreno sem nenhum ônus para o município, o melhor é esperar até o final do ano’’, defende Guergoletto.
A lei que autoriza a doação do terreno à Pepsi é de 9 de junho de 1995. Em julho do ano passado, a Câmara prorrogou o prazo para a conclusão das obras para até 31 de dezembro deste ano. O terreno, que custou US$ 1,2 milhão aos cofres públicos, tem cerca de 120 mil metros quadrados e fica na BR-369, saída para Ibiporã. Há cerca de um ano, a Pepsi construiu um depósito para distribuição dos refrigerantes da marca no local.

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